quarta-feira, 20 de maio de 2015

Livro sobre cultura e história de Santa Rita, estará disponível a partir de hoje

O Almanaque Cultural Santa-ritense, livro que traz 83 reportagens sobre a cultura, a história e as pessoas de Santa Rita do Sapucaí começa a ser vendido a partir de hoje. Os interessados podem adquirir o exemplar à Rua Cel. Antônio Moreira da Costa 333, Centro (Rua da Cemig), das 14 às 18 horas. Em breve, o livro será vendido também nas bancas e lojas da cidade. Mais informações: emporiodenoticias@hotmail.com ou 3471 3798. O custo do exemplar é de 45 Reais para retirada no local e 50 para envio pelos Correios.

Sobre o livro:

Santa Rita do Sapucaí é uma cidade única. Com menos de 40 mil habitantes, dela saíram presidente da república, governador, ministros, deputados, jogador da seleção, atletas de renome, artistas e até um serial killer. Nela vivem (ou viveram) pracinhas de guerra, um sobrevivente dos campos de concentração de Java, tropeiros, pescadores, curandeiros e o neto do Conde Zeppelin.

Em "Almanaque Cultural Santa-ritense", livro a ser lançado em maio, será possível conhecer as histórias, aventuras e personalidades que fizeram de Santa Rita do Sapucaí um dos lugares mais singulares de quem se tem notícia. Após décadas de pesquisas, Carlos Romero Carneiro reuniu, em dois volumes, as melhores reportagens produzidas sobre sua terra natal. "Através desta obra, o leitor terá a oportunidade de ler e reler 83 textos surpreendentes e que mostram muito do que nós somos." - conta o autor.

O primeiro volume está previsto para lançamento em maio e os exemplares podem reservados pelo fone 35 3471 3798 ou emporiodenoticias@hotmail.com. 

"Reunimos o que há de mais curioso sobre Santa Rita e o resultado ficou muito interessante." - conta Carlos Romero.

Saiba quais serão as reportagens disponíveis no primeiro volume:

- As incríveis peripécias do inacreditável Zezico
- O Código de Posturas de 1917
- As cartas de Lobato a Rangel
- Os arquivos secretos do DOPS
- Viagem a Santa Rita de 1874
- Retorno a Santa Rita da Boa Vista, em 1884
- As últimas horas do presidente Delfim Moreira
- Relíquias do Livro do Tombo da Paróquia
- As cartas do Coronel Gabriel Capistrano
- Conde Zeppelin vive aqui        
- Incríveis previsões para 2019                         
- De Java a Santa Rita                                               
- Santa-ritenses e seus apelidos                                
- Quando a cidade saiu do breu                                
- As lendas e causos do doutor Eduardo Adami              
- Um santa-ritense na revolução de 1932                                  
- Voos e rasantes de Gaivota                                      
- Atentado às torres gêmeas e Santa Rita                                         
- A história do futebol em Santa Rita                           
- Senador Godoy e a Província do Rio Sapucaí                                        
- O sábio Gumercindo Rodrigues                                  
- Pedras preciosas e muito ouro em Santa Rita?           
- A inauguração do busto de Delfim Moreira                 
- As aventuras de Toninho Anão                                    
- Santa Rita das Petecas                                             
- Delfim e Wenceslau, na corte imperial                       
- Adirson e as origens de nossa cidade                         
- Um urubu chamado Frederico                             
- O cultivo do café em Santa Rita                               
- A história de nossas pontes                                      
- O integralismo em Santa Rita                                  
- Entrevistamos Francisco Moreira Neto                      
- O domingo mais trágico da história de Santa Rita     
- Fé, garra e conquistas de Luiz Donato                       
- As lendas do Mato Sanico                                        
- No tempo dos grandes festivais                                             
- Paixão pelo Ford T                                                   
- Entrevistamos o pernil da Festa de Santa Rita          
- Três passagens da década de 80                               
- Os primeiros voos de Hermes Moreira                       
- Próxima parada, Estação Rennó                               
- Quando as águas do Sapucaí banhavam o Catete     
- Nando, patrimônio santa-ritense                              
- Maria Bonita, fina flor que a cidade acolheu                                                          
- A menina que viu o Zeppelin                                   
- Brandani,  a arte e as abelhas                                
- Recordações de Benedito Zeferino                            
- Os passageiros da Avenida Sapucaí                          
- A namorada de Altemar Dutra                                   
- Os velhos engenhos do Bom-Retiro                          
- As proezas de Joaquim Amâncio                               
- A vida de Haidée Cabral                                          
- A poderosa ASA                                                      
- Uma moça centenária em Santa Rita                        
- Felipe Elias e a imigração libanesa                          
- Rubens, o último herói de guerra santa-ritense         
- O monumento a Ruy Barbosa                                   
- Os feitos de nossos radioamadores                          
- Um sobrevivente dos anos 80                                  
- Lembranças do nosso futebol                                   
- O centenário Geraldo Costa                                      
- O cinema em Santa Rita                                           
- A festa das jabuticabas                                             
- A história de Petite e Betão                                     
- Pantera, um grande amigo                                        
- Tiãozinho                                                               
- As vidas de José Adão                                             
- Os primórdios da Escola Normal                               
- Recordações do velho Mercado                               
- Cutuba, el Magnífico                                              
- Os bustos de Joaquim Inácio                                    
- A última entrevista de Dom Vaz                               
- O Porto Sapucaí                                                     
- O lituano Vladas e seu Bife de Ouro                                             
- Ele virou palhaço, mudou de nome e fez história      
- A curiosa história da família Ponte                          
- Sebastião Felipe, o Pica                                         
- Aventuras de uma família italiana em Santa Rita     
- A última lição que o meu pai deixou                         
- A estilista dos mil vestidos                                       
- A última rainha do Clube Santa-ritense                              
- Recortes que contam histórias de Santa Rita  

Serviço:
- Título da obra: Almanaque Cultural Santa-ritense - Curiosidades surpreendentes sobre a cultura, a história e as pessoas de Santa Rita do Sapucaí
- Paginação: 252 páginas           
- Autor: Carlos Romero Carneiro
- Editora: Ainda não definida
- Reserva: emporiodenoticias@hotmail.com ou (35) 3471 3798
- Preço: ainda não confirmado

O autor:
Formado em Comunicação Social pela Universidade de Ribeirão Preto e especializado em Planejamento de Comunicação pela Miami Ad School, Carlos Romero Carneiro é Assessor de Comunicação da ETE FMC, sócio da agência de publicidade Take Five Propaganda e proprietário do jornal Empório de Notícias. No mercado de comunicação desde 2001, arriscou no ramo jornalístico e produziu alguns livros como "Tudo começou aqui" (que conta a história da ETE FMC), "Os 60 anos do Colégio Tecnológico Delfim Moreira" e "Vale da Eletrônica", a ser lançado em junho. Em "Almanaque Cultural Santa-ritense - Volume 1" o autor reúne as principais reportagens que produziu e colecionou sobre a história de Santa Rita do Sapucaí. O segundo volume ainda não tem data prevista para lançamento.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Manaus pode absorver polo tecnológico do Vale Mineiro

Fonte: Portal da Amazônia

MANAUS - O Polo Industrial de Manaus (PIM) poderá abrigar, nos próximos anos, a produção de pelo menos 40 empresas hoje instaladas no Polo Tecnológico de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, que veio a Manaus para conhecer as vantagens fiscais do modelo Zona Franca, a falta de incentivos estaduais no chamado Vale da Eletrônica poderá fazer com que as empresas lá instaladas percam competitividade devido aos preços.
Segundo Pinto, a falta de incentivos no Sudeste pode elevar em até 50% o preço final dos produtos eletrônicos produzidos no Estado mineiro –tornando-os, portanto, pouco interessantes para o mercado. “Estamos muito bem estruturados lá. Temos toda a ambiência da produção. Mas não adianta chegar no fim e o mercado não comprar meu produto por causa de incentivos fiscais.
Produzir em Manaus talvez represente uma diferença próxima de 45% a 50% no custo com tributos com os incentivos que temos aqui”, avalia o presidente do Sindvel. Para o presidente, o Polo Industrial de Manaus é o ambiente ideal para produzir produtos eletrônicos a preços competitivos sem comprometer os investimentos já realizados. “A competitividade na produção de placas eletrônicas no mundo está, em primeiro lugar, na Zona Franca de Manaus – que é a nossa preferência –; e sem segundo lugar na China, na cidade de Shizen”, afirmou.
Souza Pinto explica ainda que hoje o Estado de Minas Gerais tem os benefícios incentivados no ICMS, que é o diferimento na importação da matéria-prima e no faturamento do produto. Mas o Estado, no momento, opera os incentivos somente aos produtos que já constam do protocolo de intenções de incentivos do governo e na relação estadual de produtos incentivados, não incluindo, portanto, novas empresas e novos produtos. “Como o Vale da Eletrônica é eternamente germinado, onde nascem eternamente novas empresas pelas incubadoras, é possível que tenhamos novas 10 ou 15 empresas durante um ano”, disse. 
Ainda segundo Pinto, a perspectiva de investimentos em Manaus é de R$ 500 mil reais por empresa, o que representaria investimentos na ordem de R$ 20 milhões de reais e geração de mais de três mil postos de trabalho até 2016.

PIM já abriga empresas 

Das 153 empresas que constituem o Arranjo Produtivo Eletrônico (APL), cinco já estão instaladas no Polo Industrial de Manaus, gerando 600 empregos e faturamento de R$ 250 milhões por ano. Entre elas está a Trony Indústria e Comércio de Produtos Eletrônicos da Amazônia Ltda., fabricante de produtos da marca Citrox.
De acordo com o diretor Rodrigo Borges, a unidade “manauara” da fábrica já é a principal responsável pelo faturamento da empresa. “Nossa empresa veio para cá em 2007 e a cada ano aumentamos a nossa fábrica aqui. Continuamos com nossas unidades em Minas Gerais, porém, a maior parte do nosso faturamento já vem de Manaus”, comemorou.
Para o superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Gustavo Igrejas, o PIM tem todo um pacote de incentivos que possibilita que essas empresas se mudem para cá, ao invés de irem para a Ásia. “(A vinda de novas empresas) é importante porque a crise que estamos passando não é uma crise do modelo Zona Franca, é uma crise nacional e mundial. A experiência que nós temos na fabricação desses produtos e os pacotes de incentivos favorecem que essas empresas venham para cá”, acredita Igrejas.

Efeito PT? Quarenta empresas de Santa Rita podem se mudar para Manaus até o final do ano

Fonte: Jornal O Tempo

Um total de 40 fabricantes de eletroeletrônicos hoje instalados em Santa Rita do Sapucaí (MG) devem se mudar para a Zona Franca de Manaus (ZFM) ainda este ano, em busca dos incentivos fiscais do modelo. Com isso, a previsão é que o Polo Industrial (de Manaus) agregue mais 1.500 empregos em 2015, embora essa marca possa chegar aos 6.000 postos de trabalho em 2016.  

A informação foi concedida nesta segunda (18) pelo diretor da empresa Alarmes Santa Rita e presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, em coletiva realizada nesta segunda (18), no Novotel, situado no bairro Distrito Industrial, Zona Sul da capital. 

O ‘Vale da Eletrônica’, como é conhecido o polo industrial e tecnológico de Santa Rita do Sapucaí, conta atualmente com 153 empresas de produtos diversos, mas os segmentos de áudio e vídeo não são incentivados pelo governo local – em especial com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) –, o que levou as empresas a buscarem um novo endereço para produzir. 

“O polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí tem grande interesse em se instalar em Manaus ainda até o final deste ano de 2015. (…) O governo de Minas Gerais não está incluindo os novos produtos desenvolvidos pela empresa, o que faz com que a manufatura destes produtos fiquem inviáveis”, destacou Roberto de Souza Pinto. 

Segundo ele, só existe benefício tributário sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços (ICMS), deferido na importação de matéria prima e faturamento de produtos. 

Placas eletrônicas 

O representante da Sindvel – que é filiada à Federação da Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiec) – disse que o conjunto de estímulos fiscais e extrafiscais ofertados pelo PIM – é o maior atrativo para a mudança, já que a redução dos tributos promove um corte de 45% a 55% nos custos de produção. 

“Temos a intenção em produzir placas eletrônicas em Manaus. Após uma pesquisa, percebemos que a Zona Franca de Manaus é, no Brasil, o número um do mundo, perdendo apenas para a China em competitividade”, afiançou acrescentando que a cidade de Shenzhen, situada no país asiático, era a segunda opção dos fabricantes mineiros. 

Roberto de Souza Pinto afirmou que há três formas das novas empresas virem para o PIM. Elas podem vir individualmente, em grupo ou podem formar parceria com empresas locais para produzir seus produtos, utilizando desta forma a estrutura e infraestrutura já existente na cidade. 

O dirigente disse também que as companhias mineiras vão fazer parcerias com empresas de aviação para melhorar a logística na distribuição dos produtos. “Um produto tem que estar distribuído em todo o mercado do Brasil após sua produção, em no máximo 48 horas”, justificou. 

Sem citar nomes, o presidente do Sindvel acrescentou ainda que já existem cinco pequenas empresas do ‘Vale da Eletrônica’ instaladas em Manaus gerando mais de 600 empregos diretos. 

“Os empresários não transferiram a fábrica, criaram uma filial e a produção só cresceu. Todos já bateram quase 70% das metas. Se não tivessem vindo seus produtos estariam descontinuados”, salientou. 

Reunião e greve 

Após a coletiva, no hall do hotel, o titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Gustavo Igrejas, chegou ao local e marcou uma conversa com Roberto Souza, para às 15h, na sede da autarquia. O dirigente salientou que a vinda de empresas para Manaus é “sempre importante” e que a crise não é da Zona Franca, mas do Brasil. 

“Nesse momento de crise econômica nacional será importante que essas empresas venham para cá e o problema de competitividade, com o incentivo e a experiência que a ZFM tem ela será favorecida”, comentou. 

Perguntado a respeito da greve dos servidores da autarquia, decidida na semana passada para iniciar nesta quinta-feira (21), por tempo indeterminado, “é um direito do servidor”, mas fez questão de ressaltar que não haverá desrespeito à legislação, nem prejuízos ao Amazonas durante a paralisação. 

Com informações de Conceição Melquíades (especial EM TEMPO Online) e Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A garra de Dona Bernadete (Por Danlary Tomazini)

Querida Dona Bernadete!

Adorei conhecê-la! É uma pessoa muito especial. Daquelas com quem todos deveriam conversar, ao menos uma vez na vida, para ter o prazer de rever os próprios conceitos e ouvir, mentalmente, a sua risada gostosa, capaz de  espantar qualquer tristeza.

E pensar que risada tão boa vem de uma pessoa que sofreu tanto, nos últimos anos! Enfrentar a descoberta de um aneurisma, sofrer um AVC durante a retirada do mesmo, acordar depois de 18 dias em coma, sabendo que, dali para a frente, teria novas coisas para aprender e dificuldades para superar. Admirei-me ao ouvi-la falar sobre a quantidade de pessoas boas que existem no mundo. Enquanto falamos que o mundo está perdido, a senhora conta como é grata por todos que passaram no seu caminho, como a mocinha no hospital que, carinhosamente, arrumava os seus cabelos, enquanto você não recuperava o movimento dos braços.

A senhora, sem dúvida, foi uma mulher à frente do seu tempo. Buscou independência sem descuidar do bem estar e da educação de seus três filhos – que tanto a amam - e ainda persistiu na busca do sonho de trabalhar em escolas. Durante 20 anos, na vida de quantas crianças a senhora já fez a diferença, heim?

Quando me recebeu de braços abertos em sua casa, acertou falar o meu nome na primeira tentativa e foi logo contando sobre os anos em que trabalhou no início da MCM, aqui na cidade, com uma patroa de nome diferente e, assim como o meu, derivado de junções mirabolantes (outra grande mulher, por sinal). Confesso que minha empatia foi instantânea e meu coração se apertou por não contar a verdade sobre o real motivo da minha visita.

Mas foi uma omissão necessária. Afinal, como parabenizar uma mulher tão querida que, durante seis anos consecutivos, foi homenageada pelos formandos do nono ano da Escola Luís Pinto, eleita a funcionária preferida dos alunos? 

Sem dúvida, a sua garra, determinação e amor de mãe representam muitíssimo bem o Espírito Maternal e contagia a todos que estiverem perto. Um feliz dia das Mães a você e a todas as mães Santa-ritenses!

Oferecimento:


Site disponibiliza mais 300 audiolivros grátis para baixar

O Projeto Livro Falado tem em seu acervo mais de 300 audiolivros, com obras de grandes autores nacionais e internacionais. 
O site é voltado para pessoas com deficiência visual. Títulos como “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry; “Laços de Família”, de Clarice Lispector; e “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, estão na seleção. 

Para ouvir as histórias, basta fazer um cadastro simples e depois clicar no livro desejado. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Luiz Gomes e os 50 anos do Inatel (Por Salatiel Correia)

Todo autor é um escritor de si mesmo e do que viveu. Nesse sentido, a memória é um dos assuntos mais recorrentes da obra literária. Um homem apreciando uma xícara de chá e saboreando uma Madeleine já se tornou uma cena emblemática da literatura mundial na pena de um escritor do primeiro time da prosa moderna. Falo do francês Marcel Proust.
Entre um gole e outro de chá, Proust transportou todos os recursos da memória para sua escrita. Nascia assim um dos maiores romances do mundo em tamanho (três mil páginas) e conteúdo: “Em Busca do Tempo Perdido”. Neste, Proust narra, num tempo extremamente lento, o passar de sua infância e adolescência, na pequena Combray - a vida mundana nos saraus de Paris. 

Confesso que tive um desses momentos proustianos ao entrar, dias atrás, no site do Inatel e deparar-me, na comemoração do seu cinquentenário, com a figura do Diretor da escola nos meus tempos de instituto. Trata-se do Professor Luís Gomes da Silva Júnior. Olha que já faz uns 35 anos! Naquela época, o Inatel era um adolescente; hoje, é um se-nhor maduro, prestes a completar 50 anos.

O Professor Luís Gomes foi o último diretor da escola, importado de Itajubá. Depois dele, veio o ciclo dos diretores da chamada “prata da casa”, cuja principal obra foi, a meu ver, consolidar a identidade da escola. Conseguiram isso. Gestão continuada, competência e compromisso com a instituição foi a receita do sucesso da consolidação dessa identidade.

O Inatel deve muito ao idealismo do mestre de Itajubá que, apesar de ser de lá, sempre teve a escola de Santa Rita no seu coração. Vestiu de verdade a camisa da instituição. No seu tempo, a escola idealizada pelo professor José Leite viveu o primeiro ciclo das grandes construções. Sob a batuta da dinâmica gestão do Professor Luís Gomes, prédios, laboratórios e o auditório Aureliano Chaves se tornaram realidade. Hoje, pelo andar da carruagem, o ritmo frenético das construções que ocorrem no campus da escola, demandadas pelo crescimento da instituição, fará com que o Inatel chegue até à Igreja de São Benedito!

Naquele tempo era imprescindível ter bom relacionamento com o Ministério da Educação - na distante Brasília - do primeiro ao segundo escalão. Ciente disso, o mestre de Itajubá soube usar sua astúcia política no sentido de construir bons aliados que poderiam ajudar o Inatel a consolidar-se como instituição, aliás, recentemente reconhecida pelo Ministério da Educação.

Homem carismático, Luís Gomes sabia construir relacionamentos com políticos que ajudaram a consolidar o Inatel como instituição. O primeiro deles era contemporâneo seu dos tempos de faculdade em Itajubá - Aureliano Chaves, na época, Vice-Presidente da República. Tinha ele também boa convivência com o ministro Bilac Pinto e com seu filho, à época, deputado federal, Francisco Bilac Pinto.

“Jogar confete” no segundo escalão do Ministério da Educação fazia-se necessário também. Tudo em nome da escola que o professor Luís Gomes administrava com o maior entusiasmo e dedicação. Enquanto escrevo estas linhas, vem-me à memória aquela placa que foi colocada, às pressas, num lote baldio ao lado do Inatel, para homenagear um simples burocrata do segundo escalão, o então Chefe do Departamento de Assuntos Universitários do Ministério da Educação que visitava o Instituto. Coisas assim convergiam aos interesses da escola ainda em processo de consolidação, acima de tudo.

Luís Gomes da Silva Júnior foi um diretor de importância na história do cinquentenário do Inatel. Idealismo, honestidade e competência resumem a grandeza da alma de um homem que teve sua importância para a instituição. Um homem que, de fato, sempre amou o Inatel.

(Salatiel Correia é Engenheiro, Bacharel em Administração de Empresas, Mestre em Planejamento Energético. É autor, entre outras obras, do livro Tarifas e a Demanda de Energia Elétrica)

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Vale da Eletrônica recebe invenções para a primeira Feira Estadual de Ciências e Tecnologia

Entre 4 de maio e 20 de junho estudantes de Minas Gerais poderão inscrever seus projetos Santa Rita do Sapucaí, XX de abril de 2015 – Com o objetivo de promover a ciência e tecnologia entre os jovens, a ETE FMC - Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa, de Santa Rita do Sapucaí (MG), abre inscrições para a 1ª Feira Estadual de Ciência e Tecnologia – Fecete, que ocorre em outubro de 2015. A feira é aberta a estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Técnico de todo o Estado de Minas Gerais. As inscrições podem ser feitas pelas escolas, a partir de 4 de maio, através do site www.etefmc.com.br. 
Para participar, basta preencher um formulário e enviar o relatório técnico do projeto. Os trabalhos serão submetidos a um processo seletivo e a relação dos selecionados para participar da feira será divulgada na página da feira (etefmc.com.br/fecete), com a primeira chamada no dia 5 de agosto. 

“A ideia de criar a Fecete veio da nossa feira interna, a ProjETE, que reúne cerca de 200 projetos dos estudantes da própria escola.”, conta o diretor geral da ETE, Alexandre Loures Barbosa. Em sua XXV edição, a ProjETE tem sido muito bem-sucedida e algumas invenções produzidas pelos alunos receberam cerca de 70 prêmios na Febrace, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, que acontece na USP. Segundo Barbosa, a intenção é ampliar as possibilidades e trazer invenções de outras cidades mineiras para dentro da ETE FMC. “Queremos promover o contato e o intercâmbio de ideias entre estudantes de diversas idades, de escolas públicas e privadas, incentivar o interesse pela ciência e exibir novas tecnologias.” 

A FECETE oferecerá hospedagem e transporte (trajeto entre sua cidade e Santa Rita do Sapucaí) gratuitos para parte dos estudantes. Os interessados devem realizar a solicitação, no momento da inscrição. A comissão organizadora da FECETE analisará os pedidos e os contemplados serão comunicados, juntamente com a lista de trabalhos selecionados para participação na feira. 

Além da exposição de projetos, estão sendo preparadas outras atividades para o dia do evento, como o Show de Ciência, com experiências de química, física, biologia, eletricidade e eletrônica, produzidas pelos alunos e professores. Também será possível visitar o Museu da Eletrônica, que fica dentro da ETE e que conta a história do desenvolvimento tecnológico na cidade conhecida como “O Vale da Eletrônica”. 

Inscrições: · De 4 de maio a 20 de junho
Pelo site www.etefmc.com.br - preenchimento de formulário e envio de relatório técnico do trabalho. 
Inscrição Gratuita
Contato: fecete@etefmc.com.br ou pelo telefone (35) 3473-3600
Local: Campus ETE FMC – Av. Sinhá Moreira, 350 – Centro – Santa Rita do Sapucaí/Sul de Minas ·
Quando: 7, 8 e 9 de outubro.
Entrada Gratuita – Aberto ao público 

ETE FMC – Desde a fundação em 1959, a ETE FMC (www.etefmc.com.br) passou a ser referência em educação, por abrigar a primeira escola de eletrônica de nível médio da América Latina e a sétima no mundo, que atrai estudantes de todo o País. Atualmente, com cerca de 750 alunos, nos períodos diurno e noturno, oferece os cursos de Automação Industrial, Telecomunicações e Equipamentos Biomédicos, além de Ensino Médio Regular. A região é conhecida como o “Vale da Eletrônica” - referência ao Vale do Silício na Califórnia (EUA) - de onde muitos produtos e sistemas tecnológicos inovadores são lançados para o mercado nacional e internacional. Boa parte deles nasce dentro da escola.

Atacante santa-ritense é destaque em imprensa brasileira

Matéria da FOX Sports:

Kenedy foi à cidade natal e emocionou sua mãe
Para assistir, clique na imagem.
Dia das Mães é dia de ficar com a pessoa que mais amamos na vida. E o atacante Kenedy, do Fluminense, resolveu fazer uma surpresa. Natural de Santa Rita do Sapucaí (MG), ele viajou na manhã de domingo e fez Dona Elizandra ter um dia inesquecível.  (veja o vídeo)
Kenedy havia planejado a surpresa durante a semana. Ele chegou a dizer à mãe que não teria como ir vê-la. Ela ficou arrasada com a notícia. Mas valeu a pena.
"Queria fazer algo especial pra ela, que é tão importante pra mim", disse o jogador, de 19 anos.
Kenedy ajudou o Tricolor carioca a vencer o Joinville no dia anterior. Nesta segunda-feira, ele seguiu para Atibaia (SP) onde começa os treinamentos com a Seleção Sub-20 para o Mundial da categoria, na Nova Zelândia.
Matéria da ESPN:
Assédio a Kenedy aumenta, e joia está próxima de deixar o Fluminense

A diretoria do Fluminense não deverá resistir ao assédio de alguns clubes ingleses ao atacante Kenedy, que deve ir para o futebol europeu na janela de transferências que será aberta no meio do ano. Nesta segunda-feira, o jovem jogador, revelado nas categorias de base do Tricolor, foi alvo de publicações por parte da imprensa da Terra da Rainha.

Há alguns meses, um grupo de empresários vinha negociando a compra dos direitos federativos do jogador para repassá-lo ao Chelsea, que estava por trás nesta transação, sem ficar muito exposto. 

Nesta segunda-feira, o Metro, jornal da Inglaterra, informou que o Manchester United está tentando atravessar a negociação. Segundo a publicação, "Kenedy chamou a atenção do holandês Louis Van Gaal, treinador do Manchester". De acordo com o periódico, o treinador tem monitorado os passos do atleta e pedido aos dirigentes que superem a concorrência do Chelsea e da Inter de Milão.

Diante da publicação do Metro, outros jornais da Inglaterra, como o The Guardian e O Telegraph, publicaram que o interesse do Manchester United não será suficiente para evitar que Kenedy defenda o Chelsea na próxima temporada, pois, segundo eles, a transação estaria bem adiantada, com o Fluminense recebendo cerca de R$ 20 milhões pelo negócio.

Na semana passada, a diretoria tricolor anunciou a contratação do veterano Magno Alves para disputar posição com Kenedy e ver quem será o companheiro de Fred no ataque. O acerto, porém, já pode ser um indício de que os dirigentes sabem que não poderão contar com o jovem atleta no segundo semestre.

O jogador tem evitado comentar o caso e fala que está focado apenas em ajudar o Fluminense no restante da temporada. Mas, para colegas do elenco, ele avisa que tem interesse em jogar no futebol europeu, mas se mostra dividido, pois gostaria de ficar mais tempo nas Laranjeiras e escrever a sua história com a camisa do Tricolor.

A saída de jogadores é uma das preocupações da diretoria do Fluminense, que também teme perder outros destaques revelados nas categorias de base, como o meia Gerson. O problema é que, mergulhado em problemas financeiros desde que perdeu o patrocínio da Unimed, que arcava com boa parte da folha salarial, o Tricolor tem a necessidade de fazer receita inclusive para manter em dia a folha salarial, ainda alta pela presença de medalhões como o volante Jean e o atacante Fred, antes bancados pela patrocinadora.

Dentro de campo, o elenco volta a trabalhar na manhã desta terça-feira, quando intensificará a preparação para a partida contra o Atlético-MG neste domingo, às 16 horas (de Brasília), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O Galo terá que mandar seu jogo fora de Minas Gerais devido à punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Tudo culpa do meu avô (Por Carlos Romero Carneiro)

Acreditaria se eu dissesse que você só está aí, fazendo o que está fazendo, por causa do meu avô? Pois é a mais pura verdade. Pode parecer que a intenção seja discorrer sobre a teoria do caos que prevê que, se um mosquito der um passeio pelo bairro Maristela, pode transmitir dengue para cinquenta e duas pessoas e provocar um terremoto no Nepal... mas não. A história passa longe e me dá argumentos suficientes para dizer que o senhor Antônio Lemos Carneiro, nascido no início do século e falecido em noventa, acaba de influenciar a sua vida.
Há exatos vinte e cinco anos e dois meses, o Democráticos não contaria com o seu rival, para contornar a praça. O bloco havia se preparado durante o ano inteiro para descer o morro, mas sofreu um terrível golpe: chovia canivetes naquela terça de carnaval. 

Meu avô, então com setenta e oito anos, acompanhou a agremiação nos cordões e tomou uma tempestade que o botou de cama, devido a uma grave pneumonia que o levaria à morte.

Fiquei chateado pra caramba. Aos doze anos, nunca havia perdido um parente próximo e adorava ouvir as suas histórias. Desapontado, comecei a vasculhar a casa da minha avó em busca de fotografias, documentos e jornais que me ajudassem a conhecê-lo melhor. Através daquela expedição arqueológica caseira, encontrei documentos e fotografias dos tempos em que ele participou da revolução de trinta e dois, além de recortes sobre sua passagem pela Lira Santa Rita, pelos templos da Maçonaria ou pela extinta Companhia Sul Mineira de Eletricidade. Mais do que registros pessoais, resgatei dezenas de jornais antigos, sem saber que aquelas folhas amareladas, seriam muito úteis, duas décadas depois.

Da admiração por aqueles documentos, tive a ideia de criar um jornalzinho sobre a minha turma no “Grupão”. Naquele mesmo ano, me transferi para o Sinhá Moreira, a brincadeira evoluiu e alunos de outras turmas começaram a disputar uma arcaica página mimeografada que mesclava acontecimentos sociais com histórias da instituição. Quando vi que a coisa funcionava, me ofereci para trabalhar em um jornal da cidade e passei a produzir textos que compunham as suas edições semanais. Tudo levava a crer que aquela seria a minha profissão mas, não me lembro o motivo, tentei escapar de todas as maneiras.

Nos anos seguintes, me matriculei na ETE, estudei em Ribeirão e parecia que aquele sonho tinha ficado para trás. Após a faculdade, fui contratado como redator em uma agência e, mesmo que nadasse contra a correnteza, me sentia fadado a escrever. 

Em 2006, já em Santa Rita, abri uma agência de publicidade e a nossa empresa participou de uma licitação para a produção de um jornal. Como a tecnologia já havia aposentado o mimeógrafo, precisei me reciclar e corri à banca do Caruso para comprar um livrinho que ensinasse a diagramar.

Do episódio em que, por necessidade, me ofereci para prestar um serviço sem a menor experiência, até criarmos o Empório de Notícias foi um pulo. Na semana em que o jornal começou a ser vendido, montamos uma tenda em frente à Matriz, na esperança de que alguém comprasse um exemplar. Se não me falha a memória, a única pessoa que se aproximou foi um homem que, ao tomar conhecimento de que o jornal custava apenas um real, nos brindou com a pérola: “Você estão vendendo papel, mano?”. 

Lá se foram quase oito anos e cerca de quatrocentas reportagens. Dos textos que produzimos ou resgatamos, selecionei oitenta e três matérias para compor o primeiro volume de uma obra intitulada “Almanaque Cultural Santa-ritense”, que chega às bancas, no dia 20 de maio, com mais da metade da primeira edição vendida com ante-cedência. 

Depois de tantas voltas, talvez você acredite que o meu avô tenha influenciado a sua vida de alguma forma. Afinal, se ele não tivesse falecido por absoluta falta de juízo, eu não teria produzido este texto e você, consequentemente, não estaria com o Empório nas mãos. Tudo culpa do meu avô.

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