quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Festival agita Santa Rita

No dia 24 de agosto, segunda-feira, Santa Rita do Sapucaí, MG será palco da primeira edição do Open Music – Festival de Rock Autoral. O evento acontece no Teatro Inatel e tem entrada franca. Serão ao todo 10 atrações, cada uma apresentando duas composições próprias, entre 19h e 22h.
Estarão presentes as bandas / artistas: 

• CasaMatta (Pouso Alegre)
• Lucas Julidori (Santa Rita do Sapucaí)
• King In The Belly (Santa Rita do Sapucaí)
• Guido Del'Duca (Santa Rita do Sapucaí)
• Patronagens Band (Santa Rita do Sapucaí)
• Alexandre Zamat (Pouso Alegre)
• CoqFou (Santa Rita do Sapucaí)
• Rivotrio (Santa Rita do Sapucaí / Pouso Alegre)
• Nando Braga (Pedralva)
• Badolak (Santa Rita do Sapucaí)

O evento vem celebrar uma safra de bandas independentes, com foco em rock autoral, que vem tomando conta o Sul de Minas Gerais. O núcleo deste movimento está na pequena cidade de Santa Rita do Sapucaí, que vem passando por uma transformação cultural profunda nos últimos anos, desde a criação de projetos como o movimento Cidade Criativa, Cidade Feliz, um coletivo de instituições, que vem trabalhando a economia criativa local, o Inatel Cultural – que nasceu com a construção de um dos melhores teatros do país -, além de outros festivais de música como o Vale Music (Jazz e Blues), o Bloco do Urso (carnaval), o Showrrasco (Rock e Pop Rock), o Festitel (Pop Rock), o Rock de Rua (Rock Independente) e o Santa Roots Jam Session (uma mistura experimental de estilos). 

O Open Music – Festival de Rock Autoral - é parte da programação do festival de criatividade e inovação Cidade Criativa, Cidade feliz, que acontece durante todo o mês de agosto de 2015. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

OPINIÃO: a palavra que define o "Cidade Criativa" (Por Carlos Romero Carneiro)

Logo no início do “Cidade Criativa, Cidade Feliz” o músico Diego Nogueira, durante a apresentação de seu espetáculo “Projeto Philadelphia”, distribuiu na platéia uma pulseirinha que, ao meu ver, definiria todo o mês de agosto: GRATIDÃO. Para mim, esta é a palavra que exprime a essência do movimento. Sem ela, criatividade, arte, ousadia, empreendedorismo, não teriam o menor sentido. É esta essência colaborativa e a vontade de tomar parte de um projeto grandioso que motiva dezenas, talvez centenas de voluntários a botarem seus talentos e esforços na transformação de uma comunidade.

Como moro quase em frente ao Dija Gastronomia, notei o grande movimento no restaurante por conta de sua participação no “Petiscos de Buteco” e sua alegria em ser tão reverenciado pelos fregueses que, só agora, descobrem o local. Mal sabia ele que, enquanto servia seu “Fondue do Tchora” em uma das mesas, ali estava a pessoa responsável pela iniciativa e que havia recortado, um a um, todos aqueles displays que ornamentavam suas mesas.

Na semana seguinte, um grupo de artistas se reuniu para transformar a fachada da antiga Katrin através do grafite e, outra vez, lá estava a tal “GRATIDÃO”. Soube que uma menina havia viajado 8 horas de ônibus para chegar a Santa Rita e pintar as paredes de uma cidade que talvez ela nem conhecesse.

Enquanto escrevia este texto, recebi a visita do Mano, nosso eterno Rei Momo, que, ao saber que faríamos um evento musical se prontificou a oferecer seus serviços de iluminação, sem cobrar um centavo. Bacana que só, ele estava entusiasmado com o “Cidade Criativa” e também queria botar seu talento a serviço da comunidade. Para agilizar o Santa Roots, que acontece no dia 29 de agosto na Praça Santa Rita, também contamos com o apoio do Rinaldo Brandão que entendeu as limitações do projeto e nos concedeu um desconto bacana, aos irmãos Nogueira e banda que têm nos orientado o tempo inteiro para que a coisa saia como previsto, ao Chico Ceará e ao Zé Hélder que adoraram a proposta a se apresentarão com um cachê reduzidíssimo e aos santa-ritenses Ricardo Abrahão, Ticiano Abreu, Caio Vono, Fernando Alemão, amigos da Lira Santa Rita e tantos outros que estão se empenhando pela iniciativa com um entusiasmo que você não acredita.

No Vale Music, novos exemplos de GRATIDÃO. Após a realização daquele evento impecável, pessoas que ali estavam para se divertir começaram a recolher os poucos papeis encontrados no chão e colocar nas lixeiras, sem que ninguém pedisse. De certa forma, elas também tomaram parte no movimento e deram início a uma cultura bacana em nossa comunidade: a cultura da sustentabilidade.

Naquele mesmo evento, notei a presença de atores e atrizes que integrarão o musical Hair. Esse espetáculo merece uma atenção especial, já que é resultado da integração de quatro núcleos artísticos locais (teatro, música, dança e canto), em torno de um mesmo projeto. Com tantos pontos de vista diferentes, essas pessoas se uniram em torno da iniciativa e devem realizar um show incrível no dia 30 de agosto.

E se o assunto é mesmo GRATIDÃO, não poderia deixar de citar a humildade do prefeito em torno de uma iniciativa em que seu apoio tem sido fundamental. A todo momento, tenho notado a presença das Secretarias e seus líderes, com uma discrição incrível. Enquanto o movimento corre sob a supervisão do vice-prefeito, Jeffinho colocou suas Secretarias a serviço do projeto e abriu todas as portas para que o trampo flua com facilidade. Como não sermos gratos por isso? Falo o mesmo dos diretores das escolas e faculdades, dos representantes de classe e de tantos outros que têm se empenhado em torno da causa.

No mais, essa integração toda, capaz de unir Ride Palhaço e Democráticos em torno de uma mesma ideia irá transformar a cidade em algo que, nesse exato momento, não conseguimos mensurar. Meio sem saber, estamos empregando a mesma essência cooperativa que tirou a cidade do pântano no século passado, que transformou nossa comunidade em referência internacional em tecnologia e que, agora, está prestes a nos colocar no rol das comunidades onde a cultura e as artes são levadas a sério. A todas essas pessoas da qual tenho orgulho em dividir a existência e que botam o LEGADO muito além da grana,  minha sincera GRATIDÃO.

(Por Carlos Romero Carneiro)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Dia 16 de agosto acontece o espetáculo "Desde que o samba é samba"

Quem não gosta de samba...
Pessoal! Estamos vendendo ingresso para o evento "Desde que o samba é samba". O show fará uma retrospetiva pela história do estilo década a década, contando como foi a sua evolução, das rodas de improviso até os dias atuais.

Quem quiser adquirir um ingressos por apenas 10 Reais, é só falar conosco. Meu celular (Carlos Romero) é 8876 2322 ou 3471 3798 (Jornal Empório).


O evento acontecerá no dia 16 de agosto, domingo, no Teatro Inatel, a partir das 19h30min.

Aí vai o repertório do espetáculo, que será entremeado por uma narração breve sobre as mudanças do samba e os motivos de tais transformações. Além das apresentações, teremos umas surpresas bem bacanas.

1900
Batucada (tema)
Homenagem ao malandro

1910
Pelo Telefone

1920
Jura

1930
Feitiço da Vila

1940
Saudades da Amélia
Brasil pandeiro
Isso aqui o que é

1950
A voz do morro
Maracangalha
A flor e o espinho

1960
Trem das onze
Tristeza
Aquarela brasileira
Mas que nada

1970
O bêbado e a equilibrista
As rosas não falam
Não deixe o samba morrer
Naquela mesa

1980
O poder da criação
O que é, o que é
Vai Passar
Homenagem ao malandro

2000
Deixa a vida me levar

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Tainá na Gringa

“Vir para os Estados Unidos foi uma das decisões mais consistentes que já tive em meus 20 anos de vida. Acredito que essa minha vida de atleta que viaja muito, principalmente sozinha, e que me obrigou a aprender muita coisa na marra, me tornou uma pessoa mais corajosa, pé firme e com mais confiança nos meus planos e sonhos.  A vida pra mim, no Brasil, tendo os sonhos que tenho de crescer dentro do meu esporte , é muito difícil . O Triathlon é um esporte de baixa popularidade entre os brasileiros e, junto com isso, vem a falta de investimento e desenvolvimento , o que dificulta muito a vida de quem planeja crescer dentro desse esporte. Como aqui o esporte em si já é mais incentivado, popular e com mais recursos e investimentos , tudo se torna mais fácil.
Desde que cheguei, tenho vivido dias maravilhosos e de muito aprendizado! É muito diferente viver no meio de um povo que, mesmo sem te conhecer, vai abrir um sorriso e te desejar saudações. É diferente ter quem incentive e não tire sarro como eu estava acostumada. Valorizo a estrutura e toda a acolhida do povo americano que é um povo muito sensato e educado.

Aqui, consigo treinar mais, ter mais foco e tenho conhecido também, lugares espetaculares e amáveis. Um verdadeiro espetáculo estar aqui apesar da diferença de clima que é extremamente quente e da diferença de hora, pois estamos há 2 horas antes do Brasil. Tirando isso, estou me acostumando bem, aprendendo bastante sobre a cultura, o idioma, sofrendo com a comida que é  extremamente picante, mas tomando gosto pela coisa.

Enfim , estão sendo dias maravilhosos, apesar da distância da minha família e amigos, mas sei o quanto irei crescer e acrescentar, não só à minha vida, mas também à de todos. Espero voltar pra minha cidade podendo passar um pouco de tudo que tenho aprendido e podendo sempre encontrar pessoas que, assim como aqui, estão dispostas a fazer um mundo melhor.”

Oferecimento:

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Conheça os destaques da terceira edição do Cidade Criativa

Dizem que quando Eddie Vedder, o vocalista da banda Pearl Jam, soube do movimento cultural que acontece anualmente em Santa Rita do Sapucaí, teria dito: “It´s revolution, baby!”. E não é para menos: nos 30 dias de evento, a cidade promoverá 30 apresentações musicais, 30 palestras, 15 intervenções urbanas, 15 festivais e seminários, além de 4 eventos esportivos. Muitos se perguntam qual é o segredo para que uma cidade de 40 mil habitantes salte da economia agrícola para a tecnologia e, em seguida, reúna esforços em torno das artes. A verdade é que está no DNA de seus habitantes a essência da construção de valores. Se não existe, eles não veem dificuldades em criar. Aconteceu quando o local era apenas um pântano, tornou a ocorrer na criação das escolas de tecnologia e no processo de industrialização. Vemos novamente com o “Cidade Criativa, Cidade Feliz.”
Há muitas teorias sobre as origens empreendedoras dos santa-ritenses. Seria obra do acaso ou a “santa dos impossíveis” tem inspirado seus habitantes a botar as mais ousadas ideias em prática? Historiadores preferem se apoiar na união dos habitantes para resolver problemas comuns.

Nessa mistura entre lógica e intuição, tecnologia e arte, guitarras e chips, muita coisa pode acontecer. Como boa parte das pessoas ainda não conseguiu ter uma visão macro do movimento e de suas possíveis consequências para uma comunidade acostumada a conviver com a lógica, talvez não tenha mensurado o que pode resultar quando o empreendedorismo encontra a criatividade.

Para viabilizar as atividades que acontecerão diariamente no mês do cachorro-louco e das queimadas das nossas matas nativas, existe um grande esforço de escolas, entidades, prefeitura e suas secretarias, Câmara, indústrias, comércio e dezenas de voluntários para que o evento aconteça. “Cada um carrega o seu piano. Tem uma boa ideia? Faça acontecer.” - conta um dos participantes, que preferiu não se identificar.

Neste ano, um bom número de atrações estão engatilhadas para tirar da caixa todo mundo que se liga em alimentar o espírito. O musical Hair, fruto de uma ousada interação entre um grupo de dança, uma banda, um coral e um grupo teatral está praticamente pronto para a estreia. Em sua terceira edição, o Vale Music deve trazer jazz e blues à praça no dia 15 e será acompanhado por uma feira gastronômica.

Outra atração muito esperada é o Cinema no Pano que, desta vez, acontecerá em uma escola rural. Haverá também um encontro de grafite, o arte no muro, o Cozinha Brasil e outras atividades espalhadas pelos diversos bairros.

Desde que o Samba é Samba

Produzido pelo Bloco dos Democráticos, o projeto “Desde que o Samba é Samba” fará um passeio pela história do gênero, enquanto cria referências à trajetória do Bloco que já soma 80 anos de existência. Agendado para 16 de agosto, às 19h30min, no Teatro Inatel, o espetáculo contará com a participação do grupo “Samba Brazucas” e de outros convidados. Os ingressos custam 10 Reais e podem ser adquiridos na redação do Empório de Notícias ou com os comissários de vendas.

Para saber mais

Vai acontecer muito mais. Para conhecer a programação completa, acesse o site www. cidadecriativacidadefeliz.com.br.

(Carlos Romero Carneiro)

Oferecimento:

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

FDSM completa 56 anos de história e sucesso no ensino do Direito

Da idealização de um grupo de intelectuais na década de 50 à consolidação como uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil, em 2015, a FDSM (Faculdade de Direito do Sul de Minas), localizada em Pouso Alegre, completa, neste mês, 56 anos de uma história de sucesso e realizações, sendo atualmente referência no ensino jurídico no país. Os projetos que deram início a essa trajetória se pautaram pela seguinte missão: conhecimento e sabedoria entrelaçados pelo ideal de oferecer educação de qualidade e contribuir com o desenvolvimento da região. Foi assim que um dos seus fundadores e grande líder, Dr. Jorge Beltrão, acompanhado por importantes formadores de opinião e profissionais da época, persistiu e trabalhou ativamente para a concretização da instituição.

Em 21 de agosto de 1959, após passar por todos os processos burocráticos do Ministério da Educação, o Governo Juscelino Kubitschek expediu um decreto autorizando o funcionamento da FDSM, a primeira faculdade de direito do sul de Minas Gerais. 
A evolução 
Ao longo de mais de cinco décadas de atuação, a FDSM vem se transformando e aperfeiçoando seus trabalhos. Atualmente oferece cursos de Graduação, Especialização, Extensão e Mestrado, e conta com cerca de 1.500 alunos. Já formou mais de 10 mil profissionais. 

O corpo docente, extremamente qualificado, é um grande diferencial da FDSM – 90% dos professores são mestres e doutores. A instituição conta também com uma estrutura física moderna e confortável, formada por dois amplos prédios. 

Vale destacar ainda os convênios internacionais estabelecidos pela FDSM, graças ao seu prestígio e credibilidade no Brasil e junto a renomadas instituições do exterior. Atualmente a instituição possui convênios com a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Faculdade de Direito da Universidade do Chile e Universidade Autônoma do México.

A FDSM é ainda a 1ª Faculdade de Direito do Brasil a obter a certificação ISO 9001:2008. Através da certificação, hoje, a instituição conta com um Sistema Integrado de Gestão da Qualidade que garante a excelência de seus processos internos e serviços prestados.
Conquistas 

Neste ano, a FDSM obteve grandes conquistas, e a principal delas foi a nota 5 na avaliação do MEC (Ministério de Educação), conceito máximo de qualidade de ensino que a colocou entre as melhores instituições de ensino superior do Brasil.

Com toda essa trajetória de sucesso, a FDSM completa mais um ano de trabalho, seguindo em frente com o objetivo de contribuir para a evolução do Direito e oferecer formação de excelência aos seus alunos.

Depoimentos

“Minha FDSM completa 56 anos. Digo minha porque trabalho há muito tempo nesta instituição, tenho amor por ela e a adotei como minha segunda família.” Andreia Bibiano de Melo Almeida (Colaboradora de Serviços Gerais, há 36 anos) 

 “Entrei na FDSM, em 2006 e, desde então, recebi dela vários votos de confiança como monitor, estagiário, bolsista de iniciação científica e do intercâmbio para Coimbra e, por fim, o de ser professor. Eu confiei na FDSM, e ela confiou em mim; tenho muito orgulho dessa escolha.” Ricardo Alves de Lima (Professor da Graduação e ex-aluno) 

“Tenho orgulho de dizer que estudo na FDSM. Uma instituição que proporciona aos alunos a possibilidade de crescer enquanto profissionais e o mais importante, enquanto pessoas.” Isabelle Maris Pelegrini (Acadêmica do 8º Período - Presidente do Diretório Acadêmico Prof. Jorge Beltrão) 

“É uma imensa alegria fazer parte da história de sucesso da FDSM. Devo a esta instituição tudo o que conquistei em minha vida profissional e espero continuar contribuindo para que ela se mantenha como uma faculdade de excelência no campo do Direito.” Luiz Otávio de Oliveira Rezende (Coordenador Financeiro da FDSM)

“A FDSM faz parte de um sonho idealizado por muitos, inclusive por aqueles que dão continuidade à sua história de sucesso. Meu sonho é que ela siga sua trajetória de sucesso, contribuindo com a evolução do Direito e o crescimento e aperfeiçoamento profissional e pessoal de milhares de pessoas que almejam ingressar no universo jurídico”. Leonardo de Oliveira Rezende (Coordenador de Graduação na FDSM) 

“Quando cheguei à FDSM para iniciar meus estudos em Direito não saberia o quão feliz seria e o quanto plena e duradoura seria esta felicidade. Os anos se passaram e, hoje, aqui estou, finalizando o meu segundo mandato como diretor. Acredito que não fiz tanto pela instituição quanto ela fez por mim, porque o que a FDSM me proporcionou é de valor inestimável. Ela me fez crescer como ser humano e como profissional. Serei eternamente grato à instituição”. Rafael Simões (Diretor da FDSM) 

Que tal participar de um programa de estágio internacional remunerado?

A Fluency Escola de Inglês tem se destacado nos últimos dois anos entre as empresas da área, e traz para Santa Rita do Sapucaí outra novidade que irá agregar ainda mais valor aos conhecimentos dos estudantes e profissionais de nossa cidade.
Além de oferecer programas de Intercâmbio Cultural para alunos e não alunos, de desenvolver um trabalho personalizado no ensino do idioma – com turmas para as mais diversas idades e necessidades - e proporcionar a seus alunos a convivência com professores estrangeiros em um ambiente aconchegante e familiar, a Fluency iniciou em 2015 um Programa de Estágio Internacional Remunerado realizado em Boston, com duração de até um ano, exclusivo para graduados e graduandos das áreas de Engenharia, Ciências da Computação e Administração.

Viviane e Luke Kiernan, proprietários da Fluency, garantem que o programa é uma oportunidade certa para o profissional do ramo que deseja ter um diferencial a mais em seu currículo, já que, diferente do Intercâmbio (que visa experiências culturais) no Programa de Estágio Internacional, a pessoa sai do Brasil com emprego garantido e a certeza de que terá o retorno de todo investimento financeiro realizado.
A vinda do Programa de Estágio Internacional Remunerado diretamente para Santa Rita foi possível graças a uma parceria firmada entre a Fluency e a UpTern Global, empresa localizada também em Boston e responsável, entre outros, por avaliar os candidatos interessados em participar do Programa e por preparar a moradia e oferecer assistência com a obtenção do visto dos participantes.

Para quem já pensou em sair do país, viver em Boston - um dos principais centros de inovação e tecnologia dos Estados Unidos e uma das principais capitais acadêmicas do mundo com instituições como Harvard e o MIT (Massachusetts Institute of Technology) – e aos curiosos em embarcar nessa aventura, vale a pena dar um pulo na Fluency para tirar dúvidas e se inscrever, ou ainda, conferir a palestra que acontecerá no D.A. Inatel para dar mais detalhes e esclarecimentos sobre o Programa. A data será divulgada nos próximos dias. Não perca! 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

ETE FMC promove Semana de Conciliação

Professores e alunos da FDSM falam sobre a redução da maioridade penal

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) N.171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves, dividiu opiniões e provocou discussões polêmicas nos Brasil nas últimas semanas. De um lado há quem concorde que deve haver mais punição para os menores infratores, principalmente em casos mais graves. Do outro, há quem defenda que diminuir a punição de 18 para 16 anos não é a solução.
Os professores Cristiano Thadeu Silva e Gustavo Carvalho Costa
e o  acadêmico Andrei Simões são contra a redução da maioridade penal.
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC 171/93 em primeiro turno no início deste mês – foram 323 votos a favor, 155 contra e 2 abstenções. O texto aprovado é uma emenda dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e André Moura (PSC-SE) à PEC e determina que jovens acima de 16 anos cumpram pena comum, como no caso dos adultos, nos crimes hediondos. Agora, a PEC deve passar pela segunda votação que deve acontecer depois do recesso parlamentar de julho. Se for aceito, segue para o Senado.

O professor de Prática Forense Penal e Defensor Público, Gustavo Carvalho Costa, o professor de Direito Penal, Cristiano Thadeu e Silva Elias, o professor de Medicina Legal, Vitor Romeiro, e dois acadêmicos da FDSM (Faculdade de Direito do Sul de Minas) deram suas opiniões sobre a questão.
Médico e professor, Dr. Vitor Romero,
aprova a redução da maioridade penal.
Para entender melhor o que é a maioridade penal, o professor Gustavo Carvalho explica que ela está relacionada à plena capacidade de compreensão do crime. Um requisito exigido pelo Direito Penal para a configuração de crime, conhecido como imputabilidade, ou seja, responsabilidade de um fato criminoso a alguém. “Com relação aos maiores de 18 anos, que usufruem de normalidade psíquica, se entende serem portadores de capacidade geral para responderem criminalmente pelos seus atos. Fato este que não ocorre com os menores, pois neste caso existe a hipótese legal de que eles não são capazes de compreender o caráter criminoso de suas ações. Tal regra está prevista nos artigos 22 da Constituição Federal e 27 do Código Penal”, diz. Segundo ele, aqueles que defendem a redução da maioridade, conforme previsto na PEC, alegam reduzir o sentimento de impunidade e o número de crimes violentos, mas tais argumentos não se sustentam. “O adolescente que pratica atos ilícitos fica sujeito à aplicação de medidas socioeducativas, que incluem ações rigorosas, tais como a liberdade assistida ou até mesmo a internação. Não se verifica no país a correta aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente, ficando assim, crianças e adolescentes, sem a devida assistência às suas necessidades básicas, tais como saúde e educação de qualidade”.  

O professor destaca ainda que, diante do cenário prisional brasileiro essa proposta é de extrema irresponsabilidade, pois a realidade apresenta presídios superlotados, tomados por organizações criminosas, onde se vive em condições prejudiciais à saúde e raras possibilidades de reinserção do preso na sociedade. “Por esses e outros motivos, nota-se que o nosso sistema prisional não está preparado para a redução da maioridade penal. É evidente que os condenados serão amontoados nos poucos estabelecimentos que forem eventualmente construídos, ou ficarão nos mesmos presídios, já superlotados”, afirma.       
A acadêmica Amanda Goulart também é
favorável à redução da maioridade penal.
O professor Cristiano Thadeu e Silva Elias também acredita que não há vantagem no início da imputabilidade penal aos 16 anos de idade. “O Fórum de Segurança Pública atesta que 96% das ocorrências envolvem maiores de idade. Logo, a insegurança pública expressiva é causada por criminosos adultos. As ocorrências envolvendo menores são uma minoria de 4% dos casos. Por outro lado, há uma grande desvantagem. A retirada de adolescentes infratores do sistema nacional socioeducativo para os colocarem no sistema prisional pode produzir um aumento maior da criminalidade urbana, frustrando a sociedade brasileira”, explica.   

Já em relação ao Sistema Penal Brasileiro, o professor acredita que ‘a Justiça Criminal está preparada para a aplicação da nova lei’. “Todavia, o Sistema Prisional nunca estará preparado para lidar com acusados e condenados. Trata-se de uma organização estatal que reproduz com fidelidade campos de concentração e extermínio”, relatou.            

O acadêmico Andrei Simões é contra a redução da maioridade penal. Segundo ele rebaixar a idade penal não reduzirá os índices de criminalidade juvenil. “Reduzir a maioridade penal não solucionará o problema da criminalidade dos jovens infratores. É deixar de tratar a parte principal do problema, a educação. Cuidar da educação brasileira significa tratar a causa, apostar no ‘cárcere’ e por sua vez, tratar o efeito sem preocupar com a causa. O cárcere não ressocializa, ele diminui o ser humano e em nada contribui para resolver o problema. Reduzir a maioridade penal no Brasil é retrocesso”, diz ele.

Já a aluna Amanda Goulart é a favor da redução da maioridade penal. “Nada justifica o crime, quadro financeiro não é desculpa para furtar, matar, estuprar. Quanto à educação, muitas vezes minhas professoras citaram ‘estudo é para quem quer’ e concordo com isso, porque as escolas estão aí para atender aqueles que querem estudar de verdade. Temos muitos casos de pessoas que estudaram a vida inteira em escola pública e se tornaram grandes profissionais. Agora se um adolescente de 15, 16 anos prefere sair matando, ferindo ou estuprando, a escolha é dele”, declarou.

O professor Vitor Romeiro também apoia a redução da maioridade penal e diz que a questão deve ser analisada com critério. “Não se ensina a nadar a quem está se afogando. Para quem está se afogando é preciso lançar uma boia. A escalada de violência que vivemos, com adolescentes sendo recrutados cada vez mais cedo para o crime, tem que ser interrompida. É bastante óbvio que o acesso à educação de qualidade produz efeitos em longo prazo, mas isto não fará efeito para quem já se afogou”, concluiu.

CONHEÇA OS CRIMES QUE SUJEITARÃO OS JOVENS DE 16 A 18 ANOS A SEREM JUGADOS COMO ADULTOS
· Homicídio doloso – 6 a 20 anos
· Homicídio qualificado – 12 a 30 anos
· Homicídio com grupo de extermínio – 8 a 30 anos
· Lesão corporal seguida de morte – 4 a 12 anos
· Latrocínio – 20 a 30 anos
· Extorsão seguida de morte – 24 a 30 anos
· Sequestro (e qualificações) – 8 a 30 anos
· Estupro (e qualificações) – 6 a 30 anos
· Estupro de vulnerável (e qualificações) – 8 a 30 anos
· Epidemia com resultado de morte – 20 a 30 anos
· Alteração de produtos medicinais – 10 a 15 anos
· Favorecimento de prostituição ou exploração sexual de criança, adolescente ou vulnerável – 4 a 10 anos
· Genocídio – 12 a 30 anos

Errata em Matérias da Edição 90 do Jornal Empório de Notícias

Na edição 90 do Jornal Empório de Notícias, cometemos alguns erros nos títulos das matérias da página 12. Sendo assim, pedimos desculpas pelo erro e veiculamos, logo abaixo, as matérias publicadas no veículo impresso com seus devidos títulos. Passamos por duas mudanças repentinas em nosso quadro de colaboradores nos últimos dias e tais transtornos tornaram a rotina no jornal um tanto quanto atribulada. Certos da compreensão de nossos leitores e do Inatel, nos colocamos à disposição para quaisquer dúvidas, sugestões ou comentários.

Att,
Carlos Romero Carneiro
Diretor do Empório de Notícias.

Incubadora do Inatel é destaque na graduação de empresas em Minas Gerais

Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Tecnologias de Gestão - NTG da Universidade Federal de Viçosa – UFV, em parceria com a Rede Mineira de Inovação – RMI, destacou a Incubadora de Empresas e Projetos do Inatel como a Incubadora que mais graduou empresas no Estado de Minas Gerais. Ao todo, foram 57 empresas graduadas.
A pesquisa, denominada “Incubadoras de Minas Gerais – Estudo, análise e preposições”, teve como objetivo levantar dados e informações sobre a atividade de incubação de empresas no Estado de Minas Gerais. “A Incubadora do Inatel é referência no cenário regional e nacional, com destaque para premiações recebidas. O volume e a qualidade dos projetos apoiados são reflexos do sucesso da incubadora”, afirma o professor Marcos Fernandes de Castro Rodrigues, membro do grupo de pesquisa responsável pelo estudo.

Para Rogério Abranches, coordenador do Núcleo de Empreendedorismo do Inatel – NEmp, do qual a Incubadora faz parte, o resultado obtido na pesquisa demostra a eficiência do trabalho desenvolvido pelos gestores. “Todos os parceiros e apoiadores de programas de incubação, assim como as instituições mantenedoras, esperam que as incubadoras apresentem resultados concretos. Sendo assim, esse resultado são extremamente relevantes para o nós”, afirma.

Sobre a Incubadora

Localizada no campus do Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, a Incubadora possui oito empresas residentes e 57 empresas graduadas, que juntas geram cerca de 750 empregos diretos e uma receita superior a R$ 110 milhões por ano.

Sua missão é oferecer uma base importante para as empresas que estão na fase inicial de suas caminhadas empreendedoras. Além do espaço físico e infraestrutura operacional, a Incubadora dá apoio aos empreendedores, por meio de consultorias especializadas, orientações e capacitações gerenciais, administrativa e técnica. É certificada na norma ISO 9001 e vencedora de dois prémios nacionais da Anprotec em 2005 (Melhor Projeto de Promoção da Cultura do Empreendedorismo Inovador do País) e 2014 (Melhor Incubadora de Empresas Orientada para Desenvolvimento Local e Setorial).

Representantes do Funttel acompanham a implantação do Centro de Referência em Radiocomunicações do Inatel

O Inatel recebeu nesta terça-feira, dia 9 de junho, dois representantes do Funttel, o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações. O Diretor de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações e Secretário Executivo do Funttel, José Gustavo Sampaio Gontijo, e o Secretário Executivo Adjunto, Eder Eustáquio Alves, conheceram a implantação do Centro de Referência em Radiocomunicações - CRR, criado em parceria com o Ministério das Comunicações e FINEP, com recursos do Fundo.
O CRR reúne pesquisa científica, inovação e desenvolvimento tecnológico na área de radiocomunicações, especificamente comunicações móveis em 5G, comunicações via satélite, acesso banda larga sem fio e radiocomunicação ponto a ponto. O projeto de criação do Centro de Referência em Radiocomunicações foi assinado em dezembro de 2014 e sua implantação resultou na contratação de vários pesquisadores, além dos profissionais que já atuam no Inatel, totalizando mais de 30 pessoas voltadas para o trabalho de PD&I.

Durante a visita, os representantes do Funttel conheceram os laboratórios e as pesquisas que já integram o Centro, como o Inatel ICT Labs, que concentra as pesquisas da Internet do Futuro – NovaGenesis, que prevê a criação de uma nova arquitetura de Internet; o WOCA Inatel Labs – que atua nas áreas de antenas, radares, comunicações ópticas e fotônica de micro-ondas; e os laboratórios de Rádio Cognitivo, que concentram as pesquisas nessa área e do projeto Lambda, sobre sensoriamento espectral. O Secretário Executivo Adjunto, Eder Eustáquio Alves, destacou a proximidades dos laboratórios envolvendo o CRR. “Isso traz uma sinergia, uma cadeia de compartilhamento de informações que pode trazer resultados acima do que estamos esperando”.

De acordo com Diretor de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações e Secretário Executivo do Funttel, José Gustavo Sampaio Gontijo, a escolha do Inatel para sediar o Centro de Referência no Brasil foi devido a expertise do Instituto na área de telecomunicações ao longo dos 50 anos. “O Inatel tem no DNA dele telecomunicações e, acima disso, tem mostrado ao longo de sua história a capacidade de propor projetos de alta relevância para a sociedade brasileira e formar profissionais do mais alto nível, que estão espalhados nas principais instituições e empresas do país”.

Gontijo reforçou o objetivo de tornar o CRR uma âncora para influenciar e apoiar projetos em empresas, universidades e outros centros de pesquisa. “Há um potencial enorme de levar resultados não só para o país, mas para a própria sociedade mundial, influenciar nas novas tecnologias que serão usadas no mundo inteiro”. O projeto prevê o repasse de R$ 20 milhões pelo Funttel ao longo de 36 meses de trabalho. As soluções encontradas serão transferidas para o mercado por meio de empresas e indústrias. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Philadelphia Experience será uma das primeiras atrações do Cidade Criativa Cidade Feliz

Dia 2 de Agosto, no Teatro Inatel, o instrumentista e compositor Diego Nogueira realizará pela primeira vez, o projeto Philadelphia Experience, concerto que tem como objetivo apresentar uma série de músicas instrumentais autorais.
Nesta ocasião Diego Nogueira tocará piano e violão, e dividirá o palco com mais 7 músicos convidados:

Clayton Prosperi e Andréa Alves (vocais), Sandro Nogueira (guitarra), André Braga (violão), Roger de Assis (baixo), Juninho Costa (bateria) e Cássio Ferreira (sax).

SOBRE O PROJETO

Após um estudo profundo sobre o impacto das emoções na fisiologia e na psiquê humana, Diego Nogueira compreendeu a música, como uma ferramenta capaz de comunicar emoções em um nível extremamente profundo, percebendo que a finalidade desta manifestação artística, transcendia em muito o simples fazer artístico. A consciência desta possibilidade, trouxe um significado maior para sua arte, esclarecendo experiências que o artista já vivenciara de forma espontânea e empírica, em concertos onde determinadas composições causavam grande impacto emocional no público, além de experiências fenomenológicas que alguns relatavam.

Para o compositor, a arte tem a capacidade de registrar com precisão o estado emocional em que o artista se encontra no momento da criação, como se fosse uma fotografia de sua alma.

"Inúmeras pesquisas já constataram os efeitos das emoções na fisiologia humana. Por isso acredito que a música, antes de ser uma ferramenta subjugada pela cultura ou pela expressão aleatória de um artista, é uma ferramenta de comunicação emocional, que se for utilizada de forma consciente, pode interagir positivamente com a estrutura existêncial de qualquer pessoa, afirma o artista."
SOBRE O ARTISTA

Diego Nogueira é Compositor e Instrumentista.

Em sua trajetória já atuou em concertos e gravações com ícones da música brasileira, como Toninho Horta, Guinga, Gilson Peranzzetta, Vinícius Dorin, Bocato, Enéias Xavier, Walmir Gil, Sandro Haick, Michel Leme, Caito Marcondes, Thiago Espírito Santo e muitos outros.

Desde 2012 estuda intensamente a relação entre música, ciência e espiritualidade.

INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO

O evento acontece dia 2 de Agosto, no Teatro Inatel, as 19:30h, abrindo as atividades do movimento Cidade Criativa, Cidade Feliz.

Os ingressos custam R$15,00 e já estão disponíveis em Santa Rita do Sapucaí, nos seguintes pontos de venda:

Casa Miranda
Hering (Básico Fashion)
Ops Burguer
Boutique Thenacy 
DA Inatel
Musical Dias

Para conhecer melhor os detalhes do projeto Philadelphia Experience, acesse: www.philadelphiaexperience.org

“Cidade Criativa Cidade Feliz” prepara-se para a sua terceira edição

Santa Rita do Sapucaí é uma cidade que sempre se destacou pela habilidade de seus habitantes em superar desafios, através da união entre os mais diversos setores. As pessoas, desde muito cedo, acostumaram-se a pensar grande e já são tantos casos bem-sucedidos que ninguém duvida de que um sonho, aparentemente louco, possa ganhar força e servir de exemplo a outras cidades do país. Foi assim no passado, com as nossas escolas e o processo de industrialização tem sido assim com o Festival Cidade Criativa Cidade Feliz, que já chega à sua terceira edição com dezenas de atividades que visam fazer com que as pessoas conheçam formas diferentes de pensar.
Cidade Criativa Cidade Feliz é um coletivo formado por instituições de ensino,
empresas, voluntários, associações, sindicato e poder público.
Fruto da união entre associações, sindicatos, instituições de ensino, setor público, além de voluntários e da iniciativa privada, este evento cujas ações concentram-se no mês de agosto, chega à sua terceira edição com grande fôlego e expectativa.

Somente em 2015, serão 30 palestras e painéis, mais de 15 intervenções urbanas, cerca de 30 apresentações musicais, quinze festivais e seminários, três eventos gastronômicos, além de seis atividades esportivas. 

A cidade, nos trinta dias de atividades, estará repleta de ações criadas para promover a cultura, através de um olhar humano e libertário. Tudo feito através do talento dos envolvidos, aliados à força das entidades que os chancelam. “Santa Rita é uma cidade pequena, mas conhecida por sua vanguarda na tecnologia, no empreendedorismo e na cultura. O festival vem com a proposta de conectar essas forças existentes, propiciando inovações e uma nova cultura mais adequada ao mundo contemporâneo, além de ser mais uma das frentes no desafio constante da busca por mais qualidade de vida.” - conta Wander Wilson Chaves, vice-prefeito, ex-diretor do Inatel e um dos curadores do Cidade Criativa.

Confira alguns destaques do evento
O Conceito Cidade Criativa

Em resumo, Cidades Criativas são municípios ou espaços urbanos que incentivam a integração entre atividades artísticas, culturais e sociais com o governo, as instituições e a indústria.

Para Carlos Henrique Vilela, gerente de marketing da Leucotron, e um dos curadores do CCCF, “as vantagens trazidas por essa integração são inúmeras: aumento da produção cultural e artística na cidade; atração e retenção de talentos; promoção da diversidade social; aumento da oferta de empregos; aumento do potencial criativo das empresas e atração de turistas”. 

“Definitivamente, o Cidade Criativa, Cidade Feliz, contribui significativamente para a economia da cidade e qualidade de vida de seus cidadãos”, conclui Rodrigo Pereira, do Sebrae MG, também um dos curadores do festival. 

Para conhecer a programação em detalhes e as instituições rea-lizadoras, acesse www.cidadecriativacidadefeliz.com.br.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

As curiosas histórias de João Wagner

É verdade que existe um tesouro enterrado na rua Silvestre Ferraz?

Meu avô contava que ali na rua Silvestre Ferraz, em uma casa que desmancharam para construir o estacionamento do Hotel, morava um italiano. O homem era folheiro. Ele fazia regadores, canecas, bacias e outros utensílios. Dizem que ele guardava a libra esterlina em uma panela, nos fundos de sua casa. Quando ele morreu de infarto, a mulher ficou pobre porque não conseguiu encontrar o dinheiro. 

Na época em que o Marcos foi demolir a casa do homem,  estavam mexendo debaixo do assoalho e acharam várias moedas cunhadas em cobre, de ouro preto, mas já estavam deterioradas. Acharam bastante e eu até ganhei uma, mas a libra esterlina nunca mais viram.

Isso me lembrou quando caiu um canto da casa, que era feita em pedra e, quando o Capitão Paulo viu a Alicinha junto com o Quita, trabalhando na construção, perguntou:  “Hey! Estão procurando tesouro aí?” A Alicinha só entendeu a brincadeira quando eu contei a história pra ela. Ele sabia, mas ela não.

E o italiano da fábrica de laticínios?

Aqui na estamparia havia uma máquina de arroz e um laticínio de um italiano. No local, havia um português que trabalhava com ele, o Saraiva, que era dono do cafezal logo acima. Quando o italiano (de família Dezinato) morreu, seu filho começou a viajar muito a São Paulo, onde vendia sua manteiga enlatada e gastava todo o dinheiro nas boates. Em pouco tempo, o rapaz quebrou e o Rennozinho comprou esse laticínio e o cafezal do Saraiva. O pagamento foi um carroção com quatro burros, carregado de feijão, em troca daquela propriedade. 

Conheceu o Dito Cutuba?

O Dito Cutuba era muito interessante. Sempre que chegava um circo, ele já entrava no meio e se enturmava com a ciganada. Uma vez, vieram duas lutadoras chamadas Olga Zumbano e Broto Cubano e ele as desafiou. No ringue não havia tapete. Era pura tábua. Ele tomou uma coça e eu brinquei: “Você apanhou, heim!?” E ele respondeu: “Pelo menos eu abracei ela!” 

Conhece a história da mula grã-fina?

Uma vez apareceu um circo por aqui e trouxe uma mula chamada Grã-fina. Ninguém parava nela. Eles diziam que, quem conseguisse, ganha-ria um prêmio. Nesse episódio, o Cutuba amarrou um pau na cabeça do arreio e saiu com ele nas costas, dizendo que iria montar no animal. Foi só montar e sair voando. O Joaquim Carlito contava que a mula pulava na altura da lâmpada da Companhia Sul-Mineira!

Dizem que, quando esse mesmo cirquinho foi a Três Pontas, um homem conseguiu o feito, mas não quiseram dar o prêmio. Ele arrancou um revólver e deu três tiros na mula.

Lembra mais histórias do Cutuba?

Uma vez, ele sumiu e disseram que ele tinha sido assassinado. Ele ficou uns dois ou três anos sem dar as caras até que parou um trem carregado de pranchas de madeira e ele desceu. 

Quando chegou no bar do Zezinho do Arnaldo, todo mundo começou a cumprimentá-lo. Ele veio com o cabelo cortado no estilo dos índios moicanos e dizia: “Sou índio jamaicano!”. 

No meio daquela festa, tinha um menino ao seu lado com uma inflamação na cabeça e que usava um chapéu pra tampar o ferimento. Naquele dia, seu pai o levaria para fazer uma consulta com o senhor Adelino e cortar aquilo. Empolgado, o Cutuba deu um tapa na cabeça do menino e o coitado caiu no chão. Quando viu aquele sangue todo, o Dito saiu correndo e tiveram que cercá-lo. O pai chegou pra ele e falou: “Eu ia pagar pro Seu Dilino fazer o serviço e você fez dado! Muito obrigado!”

Mas aqui não tinha só o Cutuba, não! O Zé Canjica via alguém com um chapéu novo, chegava por trás, trocava e saía correndo! Ele era um cara grande. Você chegava nele, perguntava “o que é que se come com leite” e ele dizia: “Can Can Can Canjica!” Quando era mais novo, o povo mexia e ele jogava pedra ou falava palavrões de alto escalão! Um dia, mexeram com ele e a pedra que ele tacou acertou na cabeça de uma criança. O Ditão viu aquilo e quase matou o Zé Canjica. Mas tem um monte de histórias dele. Lembro que ele deitava no chão, fingindo de tonto, só pra ver as pernas das mulheres. 

O Zé Canjica e o Zé Amarelo sempre iam presos. O Zé Canjica roubava pão nas casas e gritava “Pá Pá Pá Padeirooo!”. Também roubava roupas nos varais e o chapéu dos outros. Já o Zé Amarelo morreu na cadeia. Tinha um homem na rua do Queima que chamava Guiga e, quando a gente gritava “Guiga Cagui”, ele saía correndo atrás da gente e cada um corria pra um lado. Foi o Guiga quem matou o Zé Amarelo na cadeia. 

Por que o Guiga foi preso?

Eles o levaram pra zona, deixaram ele bolir com a mulherada e, quando voltou, começou a grudar o povo na rua. Ele ficou preso muitos anos.  Ficou mais de 20 anos internado. Quando faleceu, já não mexia mais com ninguém. Era um homem bravo e muito forte. Não podia brincar com ele. 

E as histórias do Joaquim Carlito?

Um dia, o Joaquim Carlito jogou no tigre e saiu do bar do Zezinho do Arnaldo em direção à sua casa. Bem ao lado da Escola Normal, tinha a casa da dona Adélia e, no muro da casa dela, ele viu um gato e ficou uma fera. Como tinha jogado em outro bicho, aquilo era um sinal de que não iria ganhar. Ao chegar perto, ele deu um tapa, mas era um ouriço! Por pouco não perdeu a mão! Aquilo inflamou tudo e  ele ficou um ano com a mão daquele jeito!
O Joaquim Carlito tirava leite onde hoje é o Claitão. Lá em cima do morro, em frente à rádio, tinha um curral e todo dia ele ia tirar leite. Um dia, ele fez o serviço todo e, quando chegou no comecinho da rua do Bepe, lembrou que tinha esquecido de desamarrar a vaca. Ele largou o balde no chão e subiu de novo. Quando voltou, um cachorro tinha bebido o leite todo!

Conte-nos a história do chouriço

Teve um tempo em que ele começou a buscar sangue no matador velho para fazer chouriço. Um dia, ele cobriu aquilo com um papel e, quando chegou no bar do Didi, largou a lata na entrada e foi ver a turma jogar sinuca. Nisso, passou o Pancho com uma carroça de lixo e jogou tudo dentro! O Carlito foi lá na prefeitura reclamar e o prefeito teve que pagar a mercadoria dele!

Conhece mais histórias dele?

O  Dito Cigano, ali na rua do asilo, alugou uma casa onde cobrava pra turma jogar. Então estava o Zacão, o Dito Zeferino, o Zé Luiz e mais um que esqueci o nome. Caía uma chuva danada, quando escutaram uma pancadaria na porta. Quando abriram a porta, entrou o Joaquim Carlito, molhadinho e o Zacão falou: “O rapaz! Você tá molhado?” E o Carlito gritou: “Cê não tá vendo que eu to molhado?” E o Zacão respondeu: “E pra que serve esse guarda-chuva pendurado no seu braço?” Ele já juntou o guarda-chuva e quebrou no joelho!

Como era a Pretete?

A Pretete andava aí pelas ruas e, no domingo, havia duas bandas de música que tocavam na praça. Uma ficava no coreto e, a outra, perto da casa do Chico Moreira. Quando uma parava de tocar, a outra começava e a Pretete ficava dançando. Isso era todo domingo. Havia um desafio entre essas duas bandas e, uma vez, os músicos chegaram a pegar no tapa! Numa cidade desse tamanho tinha quatro bandas! Quando morria alguém de posses, eles faziam a procissão e vinham na frente uma cruz com um lampião de cada lado, o padre e um coroinha queimando incenso atrás. Logo em seguida, vinha o defunto e, ao fundo, uma banda de música. Eles traziam até à igreja, faziam a missa de corpo presente e iam até a subida do cemitério. No pé do morro, o Zé Paquinha puxava uma música fúnebre e as famílias começavam a chorar! Uma coisa interessante é que esse músico sabia fazer a clarineta rir e chorar... foi o maior tocador que teve por aqui! Engraçado é que a cidade cresceu, hoje tem uma banda só e não toca tanto quanto naquela época.

E a moto que subiu a torre da igreja? 

Teve uma época que apareceram por aqui duas russas que se equilibravam em um pêndulo preso sob uma motocicleta. Eles amarraram um cabo de aço do coreto até a igreja e lá se foi a moto com uma mulher de cada lado. A ideia era que elas dançassem rock quando chegasse perto do relógio, mas o padre não deixou porque era quaresma. A motocicleta não caía porque as duas mulheres eram contrapeso. Tinha um ferro por baixo, como um trapézio, onde elas iam sentadas.

Aqui sempre aparecia um povo pra fazer essas coisas. Lembro de um cara que deitava em prego e de um homem que trouxe um lagarto ao antigo mercado para chamar a atenção do povo e vender remédio. O tal remédio curava tudo! 

Oferecimento: Smile Odontologia