quarta-feira, 25 de março de 2015

ETE FMC promove palestra sobre tendências tecnológicas – Evento será aberto ao público, gratuito e transmitido via web

Santa Rita do Sapucaí, 24 de março de 2014 – Um mundo onde o virtual e o real se misturam; uma agenda eletrônica projetada na porta da geladeira ou a imersão no ambiente do seu jogo favorito. Essas são algumas das tendências tecnológicas que, em pouco tempo, se tornarão realidade e farão parte da rotina das pessoas. Para falar sobre as últimas novidades do mundo da tecnologia e o que está em desenvolvimento, a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa - ETE FMC, promoverá uma série de palestras no ETE TRENDS. A primeira edição, denominada “Hackeando tendências – tecnologia desmistificada”, será no dia 28/3 (sábado), às 10h. Gratuita e aberta ao público, ainda terá transmissão ao vivo pela web, através do site da escola (etefmc.com.br).
Localizada em Santa Rita do Sapucaí, no Vale da Eletrônica, sul de Minas, a ETE FMC é a primeira escola de tecnologia do país. “Por essa referência em inovação, que nos acompanha desde o final dos anos 50, queremos trazer para o cotidiano dos alunos o que há de mais novo no mundo, os lançamentos das grandes empresas e também o que está por vir”, esclarece o diretor geral da ETE, Alexandre Barbosa.

Um dos palestrantes dessa primeira edição é Ralph Peticov, sócio e funcionário número zero da Mandalah, empresa de consultoria que procura levar ideias de novas tecnologias e inovações para dentro de grandes corporações. “A palestra que farei na ETE será sobre tendências e sobre como podemos aplicá-las aos negócios”, explica Peticov. Com vocação para hackear tendências – “ressignificar algo que todos acreditam que não se pode mudar” – Peticov levará seu olhar criativo para dentro da instituição. “Quero mostrar ao público como olhar o mundo por meio de uma ótica diferente.”

Nessa mesma linha, outro palestrante, Boo Aguilar, apresentará a realidade virtual por meio de um equipamento exótico. “Levarei para minha palestra o Oculus Rift para demonstrá-lo aos participantes. Esse dispositivo faz com que o usuário consiga imergir no mundo dos jogos; essa é a realidade virtual.” Com 25 anos de idade, Aguilar já é formado pela Universidade de Stanford, uma das mais prestigiadas do mundo, em Human Computer Interaction e é responsável por protótipos de soluções tecnológicas inovadoras. Em sua palestra, também abordará a realidade aumentada para trazer o mundo virtual ao real. Isso possibilita, por exemplo, colocar a agenda do e-mail na porta da geladeira apenas utilizando óculos especiais. “Essas tecnologias ainda estão em desenvolvimento. Grandes empresas, como Google, Microsoft e Apple, estão investindo para alcançar o metaverso: espécie de mundo igual ao mostrado no filme Matrix”, explica.

Normalmente, segundo Aguilar, as novas tecnologias costumam afetar muito a vida das pessoas. Por isso, existe grande interesse em conhecer o que há de mais moderno saindo dos grandes laboratórios de desenvolvimento. Boo Aguilar explica, ainda, que esse futuro está próximo e que, com certeza, mudará o cotidiano das pessoas. “Estamos muito próximos de um canvas infinito para nossas mentes, como uma tela em branco, para que os usuários possam interagir livremente”, esclarece.

terça-feira, 24 de março de 2015

Alunos são premiados em feira nacional de ciências

Com um sistema de geração de energia por meio do fluxo de água, estudantes da ETE FMC conquistam o 2º lugar na categoria de Engenharia na Febrace
Santa Rita do Sapucaí, 23 de março de 2014 – Estudantes da Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa – ETE FMC (na cidade de Santa Rita do Sapucaí/sul de MG) foram premiados com medalhas e certificados, pela conquista do 2º lugar na categoria de Engenharia na 13ª Feira Brasileira de Ciências e Engenhara – Febrace 2015 – na Universidade de São Paulo-USP, de 17 a 19/3.

O grupo de três estudantes – Fernando Iemini, Guilherme Costa de Oliveira e Luis Gabriel Carvalho – construiu o projeto Sistema Residencial de Geração de Energia Através do Fluxo de Água com Hidrômetro Digital, que foi apresentado primeiramente na feira ProJETE, da ETE FMC. Depois, selecionados para levar o projeto para a Febrace, o aperfeiçoaram com um aplicativo que monitora o gasto da água. “Valeu o esforço dessa turma. Estamos orgulhosos dos nossos alunos”, diz o professor responsável Fábio Teixeira.

Com essa premiação, a ETE FMC contabiliza um total de 67 conquistas nacionais e internacionais nas 13 edições da Febrace. Criada em 1959, a escola é a primeira técnica da América Latina, e se localiza no Vale da Eletrônica, de onde saem diversas inovações que facilitam o dia a dia ou focam na sustentabilidade.

O projeto vencedor é composto por duas partes: a primeira é uma turbina geradora de energia, localizada na entrada da caixa de água, onde a pressão é maior; nela está acoplado um circuito regulador, que carrega as baterias armazenadoras de energia. A segunda parte é constituída por um hidrômetro digital e sensores, que calculam a quantidade de litros de água que circula dentro de certos períodos.

O equipamento funciona quando o fluxo da água acelera a turbina, que gera a energia a ser armazenada em baterias. O sistema não chega a suportar uma casa, mas pode ser utilizado para recargar celulares e na iluminação por painéis de leds. Ao mesmo tempo, o hidrômetro marca o fluxo, permitindo que os usuários monitorem melhor o consumo de água, e, por um aplicativo de celular, defina uma meta de consumo, o quanto pretende gastar de água durante um período de dias e o hidrômetro registra esse consumo de maneira mais didática.
“O projeto desses alunos chegou com potencial à feira. Recebeu maior atenção dos avaliadores devido à crise hídrica que o Brasil enfrenta. Agora vamos

competir também na Feira do Semiárido do Potiguar, no Rio Grande do Norte, e esperamos trazer mais conquistas para a ETE”, explica Teixeira.

Para o aluno Fernando Iemini, a premiação reforça a vontade que o grupo tem de encontrar soluções que beneficiem a todos e por um custo acessível – o sistema criado custa cerca de 160 reais. “É muito gratificante saber que podemos fazer uma pequena contribuição diante de um problema tão sério que o país vem enfrentando, como seca e aumento nas contas de luz”, conta o aluno. Para Iemini a participação na Feira trouxe mais visibilidade nacional ao projeto e permitiu que aprendessem com os outros projetos que participaram com ideias e soluções diferentes. “Agora, estamos ansiosos para próxima feira no nordeste, que acontecerá em novembro.”

ETE FMC – Desde a fundação em 1959, a ETE FMC (www.etefmc.com.br) passou a ser referência em educação, por abrigar a primeira escola de eletrônica de nível médio da América Latina e a sétima no mundo, que atrai estudantes de todo o País. Atualmente, com cerca de 750 alunos, nos períodos diurno e noturno, oferece os cursos de Automação Industrial, Telecomunicações e Equipamentos Biomédicos, além de Ensino Médio Regular. A região é conhecida como o “Vale da Eletrônica” - referência ao Vale do Silício na Califórnia (EUA) - de onde muitos produtos e sistemas tecnológicos inovadores são lançados para o mercado nacional e internacional. Boa parte deles nasce dentro da escola.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Visita a Santo Antônio do Pinhal (Por Ivon Luiz Pinto)

Neste carnaval, saímos da cidade com nossa filha Letícia e Luís, seu esposo, e fomos procurar descanso e tranquilidade numa pequena cidade de 8 mil habitantes a meio caminho da subida para Campos do Jordão. Santo Antônio do Pinhal nos recebeu com alegria interiorana igual, antigamente, os fazendeiros acolhiam o viajante que passava por suas terras. A cidade está no roteiro de um antigo caminho que os mineiros abriram, em 1809, para encurtar o acesso para o Vale  do Paraíba. 
Após disputas e desavenças, os paulistas colocaram uma guarda no local onde hoje é a cidade, mas os mineiros, em 1814, retiraram a guarda e instalaram um Quartel no alto da Serra da Mantiqueira, no local onde, hoje, é a estação Eugênio Lefévrè. Por exigência da Câmara Municipal de Pindamonhangaba os mineiros se retiraram do Quartel deixando o local abandonado até ser queimado pelas autoridades de Pindamonhangaba. Em 29 de novembro, por despacho do Capitão Mor de Camanducaia, Minas Gerais confirma a queima do Rancho-Quartel. Esse documento está reproduzido numa pedra na Praça do Artesão.

Pinhal, em 20 de Janeiro de 1960, cem anos após, recebeu a emancipação como cidade. É essa cidade pequena e recente que escolhemos para o carnaval. Ficamos longe da beleza luxuosa do RIDE e não pudemos aplaudir o DEMO pelos seus 80 anos, mas foi uma estada gostosa, com muita aventura. A primeira escolha, feita pela Rita, foi subir ao Pico Agudo, a 1700m, por uma estrada que alternava asfalto e terra, mais terra do que asfalto. Lá do alto o Vale do Paraíba se apresentava numa vista deslumbrante. O vento frio que soprava o rosto e a chuvinha fina que molhava os cabelos, não nos impediram de apreciar o panorama. Ali de cima, com a cabeça nas nuvens, olhar deliciando a imensidão do Vale que era interrompido pelas muralhas da Serra do Mar, lá, no azulado longínquo, a gente percebe como o homem é pequeno e indefeso. Contudo,  mesmo sendo pequeno ante a imensidão da Criação, temos força para elevar a alma de encontro ao Criador e fazer preces de gratidão e humildade. Ali de cima os corajosos rompem o espaço num voo livre e silencioso fazendo ondulações com paragliders e asas delta. Ficamos de voltar no outro dia com refrigerante Tubaína e pão com mortadela para fazer um piquenique típico de nossa infância. 

A chuva foi embora, mas deixou uma névoa esbranquiçada por cima dos montes e um arco-íris fez ponte no céu umedecido. Curvo, cheio de cores ele é um símbolo na história da humanidade. Seu gradiente de matizes é interessante por comportar as tonalidades básicas, as ultra cores e as infra, ou seja, as cores que a gente vê e aquelas que nossos olhos não conseguem ver. Essa é uma das causas de sua atração, mas não a única. Esse fenômeno sempre chamou a atenção do homem que lhe colocou vários nomes. Para uma região e época foi chamado de Arco da Aliança, relembrando a aliança que Deus fez com Noé e sua descendência, após o dilúvio; para outros, é Arco da Chuva e também Arco Celeste. Na minha meninice, o conheci como Arco da Velha, talvez em lembrança da velha aliança de Deus, lá nos velhos tempos. Muitas vezes, contemplando sua curvatura, seus pés apoiados no pedestal da terra, o associei ao formato dos arcos e abóbadas das Igrejas e o imaginei como a entrada para o grande presbitério do céu.

 Vou contar para você que nunca ouviu, mas, se você já ouviu, não importa, vou contar de novo porque é bonito e interessante. Muitas crendices e superstições acompanham-no por esse mundo afora. Dizem alguns que, no final de sua curvatura, lá onde ele toca a terra, está escondido um baita pote de ouro. Ouro puro, brilhante e valioso que traz a felicidade para seu possuidor. E esse ouro nunca mais acaba. Se você tira um punhado do caldeirão, outro bocado é reposto misteriosamente. Por isso, a tentação de encontrar esse fim que sempre está fugindo. Poetas cantaram sua sedução e músicos compuseram em sua homenagem. Há uma crença que diz que quem passar por baixo muda de sexo: a mulher vira homem e o homem vira mulher. Pronto! Tá explicado tantos sexos trocados. Mas não é só o sexo que muda. Tudo se modifica como se tivesse penetrado em outro mundo. É o mundo ao avesso, um mundo espelhado, que é acessado pelo portal do tempo. Esse portal é o Arco da Velha.

De volta, comentando a beleza do lugar e imponência da estrutura montada por Deus, a Rita sobressaltou-se como uma criança quando viu uma placa que anunciava “´Café no Pano”. Estava na hora de tomar um café bem quente para tirar o frio. Encontramos mais do que café. Era o ateliê Jardins de Barro da ceramista Cynthia Duarte. Fomos recebidos com atenção e a artista não se fez de rogada e nem teve temor em nos mostrar como se trabalha a argila para transformá-la em peças de valor, produzidas uma a uma, no torno ou simplesmente com as mãos e levadas à queima. Processo criativo, processo interativo, fogo, ar... arte. O objetivo, diz Cynthia, “é o encontro de formas diversas, equilibradas e harmoniosas, independente da utilização da peça. Relevos e recortes, aplicações ou ranhuras, cada detalhe, um simples corte, é o que faz a diferença de cada peça, única e especial.” O café foi servido com aula sobre cerâmica. Quando retornamos à cidade o pessoal nos contou que Cynthia dava aulas de cerâmica e aí entendemos a facilidade de comunicação e a abertura em nos mostrar equipamentos e peças feitas. A noite estava fria quando nos aconchegamos no Marcello´s para tomar algo e comer alguma coisa e a questão surgiu pela cabeça das mulheres: o que fazer no outro dia? Ir a Campos do Jordão ou à La Bodega e Cachoeira de Lageado? Mas isso é outra história.

Oferecimento: Life Academia

quinta-feira, 19 de março de 2015

ETE ganha destaque na imprensa, durante a Feira Brasileira de Ciências

Confira alguns sites que deram destaque aos nossos Projetos durante a Febrace, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, que está acontecendo em São Paulo.
O Jornal Nacional deu um bom destaque aos nossos alunos em sua reportagem, embora não tenha citado a instituição e nem dado os créditos por política da própria emissora. Nossos alunos também estavam sem a camiseta da ETE porque foi distribuído um KIT aos estudantes finalistas na Febrace e todos estavam com camisetas da Feira:


A Globo News deu um destaque um pouco menor, com uma explicação rápida do jornalista, em off:


A TV Gazeta deu maior destaque aos nossos alunos e até realizou uma entrevista:


O Portal G1 também deu ênfase aos projetos dos alunos da ETE FMC, em seu site de notícias:


A mesma matéria foi replicada no Jornal Floripa


O Blog "Criatividade e Inovação" deu destaque a alguns projetos voltados à sutentabilidade, inclusive ao nosso projeto:


O Catraca Livre apresentou um Projeto criado dentro da ETE e que também foi destaque em um programa apresentado por Fátima Bernardes

quarta-feira, 18 de março de 2015

O reitor, o ministro e o que os unia: Santa Rita do Sapucaí (Por Salatiel Correia)

“Vá lá a Brasília. Procure o mi-nistro no Supremo Tribunal Fe-deral, fale em meu nome. Peça a ele que convide o ministro Aliomar Baleeiro para vir a Goiânia encerrar nosso Congresso de Direito.” - assim, solicitou o reitor ao diretor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Com essa incumbência dada pelo Magnífico, ele me relatou o que fez:
 “Dito e feito. Fui para Brasília e me dirigi ao Supremo Tribunal Federal. Lá chegando, a secretária do ministro anunciou meu nome. O magistrado não me conhecia, mas bastou falar o nome do reitor para que as portas se abrissem. O ministro, pessoa de fino trato, prontamente me atendeu com a maior simpatia, colocando-me de frente a seu colega, considerado o maior tributarista do Brasil: Aliomar Baleeiro. Fiz o convite e Aliomar Baleeiro veio a Goiânia encerrar, com brilho, o Congresso de Direito.” 

O ministro em questão era o doutor Francisco Rezek, nascido na mineira Cristina, mas santa-ritense de coração e adoção. O reitor da PUC era outro santa-ritense de coração e adoção. Falo do então padre Vaz, que, anos mais tarde, tornar-se-ia reitor de outra Pontifícia Universidade Católica e, posteriormente, seria promovido a bispo de Petrópolis.

Relatou-me esse episódio, enquanto esperávamos para sermos atendidos pelo oftalmologista, um velho amigo de minha família que fora diretor da Faculdade de Direito da PUC, no fim dos anos de 1970, na época em que o reitor era o padre Vaz. Ao ouvir o relato, logo pensei: dois homens de destaque e um elo comum entre eles, estivessem onde estivessem: Santa Rita do Sapucaí.

Aproveitei aquele momento para relatar ao ex-diretor da Faculdade de Direito velhas histórias sobre o padre Vaz que todo santa-ritense conhece, mas que o diretor, homem dessas bandas do Brasil central, desconhecia.

Histórias como a decisiva participação de Dom Vaz na consolidação da maior Escola Técnica de Eletrônica da América Latina. Histórias de amor do povo de Santa Rita ao pastor educador que por lá viveu deixando sua marca no coração da população.

Na época em que o padre Vaz viveu entre nós, Goiânia tinha quase um milhão de habitantes. Hoje, beira a um milhão e meio. Numa cidade grande assim, a realidade de interação com a sociedade não se concretiza tão fácil como é em uma cidade como Santa Rita. Porém, mesmo numa cidade dessas dimensões, padre Vaz deixou sua marca de grande educador, sentida até hoje na memória da instituição que dirigiu: foi um dos melhores reitores da história da Universidade Católica. Não tenham dúvidas de que o sucesso de sua administração em Goiânia foi o passaporte para que o apóstolo educador se credenciasse para dirigir a mais importante PUC do Brasil – a do Rio de Janeiro. Francisco Rezek e Dom Vaz ganharam o mundo sem se esquecerem de seus caminhos cruzados naquela pequena cidade, nas montanhas do sul das gerais de Guimarães Rosa: Santa Rita do Sapucaí.

(Salatiel Correia é Engenheiro, Bacharel em Administração de Empresas, Mestre em Planejamento Energético. É autor, entre outras obras, do livro A Construção de Goiás.)

Oferecimento: Marques & Perrota / Moldurart
 

terça-feira, 17 de março de 2015

Apuros de uma Triatleta (Por Tainá Desidério)

Em todos esses anos de esporte, eu já vivi desde as mais engraçadas situações, até as que me causaram medo. Desta vez , irei contar uma das experiências mais incríveis que já vivi, a qual foi do mais engraçado ao mais sério, em uma só viagem para uma prova . 
Tudo ocorreu na minha ida para João Pessoa-PB, em Agosto de 2014, rumo ao Campeonato Brasileiro de Triathlon Longa Distância no sábado, dia 30 de Agosto de 2014 que, antes mesmo de acontecer, já havia sido conturbada, pois consegui fazer a inscrição após a data de encerramento e após ter enviado um testamento implorando ao presidente da Confederação Brasileira de Triathlon que aceitasse a inscrição fora do prazo. Graças a Deus, ele aceitou. 

Eu peguei o ônibus aqui em Santa Rita do Sapucaí, na manhã da quinta feira (28/08/14), para a cidade de Campinas-SP, pois o check-in do meu voo que saía às 18h, era às 16h30min. O ônibus que peguei parava de 10 em 10 minutos nas cidades que passava, o que já começou a me deixar nervosa com medo de perder o horário e, neste mesmo ritmo, chegamos à cidade de Campinas às 16h. Lá estava eu, em um terminal rodoviário que eu nunca tinha visto na vida, sem saber por onde ir, sozinha com um bicicleta dentro da mala bike, uma mala de mão e uma mochila. Depois de alguns minutos, quase chorando parada lá, chegou um senhor até mim e perguntou se estava precisando de ajuda. Expliquei que precisava de um táxi para me levar ao aeroporto e ele me ajudou e conduziu até o ponto.

O transtorno continuava, pois o único taxista disponível disse que a minha bicicleta que estava desmontada dentro  de uma mala, poderia danificar o banco do seu carro. Após muita conversa, consegui convencê-lo a me levar, já em cima da hora, para realizar o check-in . Percorridos os quase 20 km rumo ao aeroporto de Viracopos, chegamos e vi o preço do táxi. Quase morri do coração, pela segunda vez... um absurdo!

Ao pagar o taxista, coloquei minhas malas em um carrinho e fui procurar o guichê da Gol para realizar o check-in. Fiquei rodando igual louca e, quando resolvi pedir instrução de como chegar para realizar o check-in, descobri que estava do outro lado do aeroporto. Dei uma baita volta e, enfim, cheguei ao guichê já “causando”, pois, a mala bike, que era muito grande, enroscou nos guias da companhia e foi derrubando um por um sem que eu visse. Quando me dei conta, estavam todos caídos e todo mundo olhando pra mim. Levantei um por um e realizei o check-in com sucesso.

Peguei o voo para a cidade de Brasília-DF, pois havia conexão. Chegando em Brasília, fiquei horas e horas sentada esperando o próximo voo para João Pessoa. Chegada a hora do voo, embarquei e lá cheguei na madrugada da sexta-feira, dia 29/08/2014. No aeroporto, deparei com um senhor segurando uma placa com o meu nome, o qual estava incluso no meu pacote de viagem. Esperamos mais 2 ou 3 pessoas e ele nos levou para uma vã turística para nos conduzir aos nossos hotéis . Durante o percurso Aeroporto x Hotel, vi várias placas indicando a praia de Cabo Branco onde se localizava meu hotel e, todas as vezes, o motorista não seguiu o caminho das placas o que me levou pelo 3º quase ataque do coração. Eu cheguei a pensar que estava sendo sequestrada, mas logo avistei a praia e meu hotel . 

Dei entrada no hotel e fui para minha linda e gigante suíte onde me senti a própria rainha da Inglaterra. Só que pobre, descabelada e cansada! Dormi como uma pedra até a manhã de sexta feira!

Ao acordar, fui arrumar minhas coisas e montar a bike, quando sofri o 4º e o 5º quase ataques do coração ao ver que o clip da bike onde se apoia o braço estava quebrado e o pneu estava murcho. A pressão do avião o havia estourado e rasgado a câmara de ar .

Lá estava eu: sozinha em um lugar que eu nunca havia estado, com um pneu na mão procurando uma bicicletaria. Andei horas na beira da praia procurando uma, até achá-la depois de ter percorrido quase 10km debaixo de um sol de quase 40º. Voltei para o hotel, almocei, descansei e, mais tarde, fui ao simpósio. Enfim, estava tudo pronto para uma das provas mais importantes da minha carreira. 

A largada para os 1,9km de natação, 90 km de ciclismo e 21km de corrida, foi às 13h debaixo de um sol “torrante’’, na praia de Cabo Branco .

Depois de muitas dificuldades na prova e muito esforço para me manter dentro do índice para obter a classificação para o Campeonato Mundial de Triathlon Longa Distância que será realizado na Suécia, em junho deste ano, completei a prova em quase 8 horas sem parar e, além de ter obtido a classificação, me sagrei Campeã Brasileira de Tri Longa Distancia 2014. Na bagagem trouxe não só o título, mas também essa experiência que irei carregar pra sempre. 

Oferecimento: Lanchonete do Modesto

segunda-feira, 16 de março de 2015

Quando soube do Capitão... (Por Danlary Tomazini)

Dia desses, um casal em um carro com placa do estado de São Paulo parou para pedir informação: “Você pode dizer como faço para chegar no bairro mais moderno da cidade?”. Percebendo minha cara de indagação, completou: “Meu filho veio fazer vestibular e achou tudo muito antigo. Tenho algumas horas para achar algo que o convença a ficar.” Se, para um jovem estudante, estar no Vale da Eletrônica não era moderno suficiente, o que poderia ser?
O céu límpido e a quantidade de histórias que preenchem cada canto da cidade é que me dão prazer de aqui estar. Encanta-me conviver com pessoas que dão cores às histórias e que se sentam prazerosamente à beira da calçada, para relembrar personagens que já me soaram estranhos, mas que, aos poucos, tornam-se tão queridos como se eu fosse nascida aqui.

Nada mais moderno que famosos ou anônimos que inspiram e fazem acontecer. Tome aqui, forasteiro, a labuta de D. Iracema; o ativismo de Maria Bonita; a dedicação da professora Paz; a integridade do Capitão Paulo, meu novo “conhecido”.

Certa manhã, eu passei alguns minutos na prefeitura olhando as fotografias por lá expostas. Demorei mais em Paulo Cunha Azevedo, o 25º governante da cidade, tentando associar a figura imponente de barba e bigode bem feitos com o homem que não tinha medo de pôr a mão na massa. Saía constantemente de seu gabinete para participar do andamento das obras, trabalhava nas pás e enxadas, até foi tratorista na construção da galeria de esgoto que começa na pracinha do Murilo e termina lá na ETE.
Com muita simplicidade, objetivo e disciplina militar, dirigiu tudo quanto pode em sua vida: o Colégio Sinhá Moreira, a carreira política, seus 10 filhos, o exercício da advocacia, e até mesmo a presidência do Ride Palhaço. Era apaixonado pelo carnaval. Gravou o hino do Ride para um dos desfiles e, enquanto esteve à frente do bloco, nunca permitiu que o mesmo se apresentasse fora da mais completa harmonia. Era ilustre o Capitão que, na verdade, foi reformado com a patente de Major, mas não se importou de preservar o já conhecido apelido – e sua memória continua brilhando.

Saí rapidamente dos meus devaneios e, na solidariedade materna, tentei abastecer aqueles pais desesperados com argumentos que satisfizessem o estranho perfil de modernidade que procuravam.

Falei tanto e esqueci-me de mencionar: eu também sou uma apaixonada forasteira.

Oferecimento: Acevale

Protesto - Santa Rita do Sapucaí - 15/03

G1: Caixão 'enterra' corrupção durante protesto em Santa Rita

Um caixão simbolizou o enterro da corrupção na tarde deste domingo (15) durante protesto de moradores em Santa Rita do Sapucaí(MG). Segundo a Polícia Militar cerca de mil pessoas saíram às ruas para a manifestação. Conforme organizadores, a mobilização reuniu 2,5 mil pessoas.
Durante o protesto, que começou por volta de 14h30 e terminou uma hora depois, os moradores saíram da Praça de Santa Rita e seguiram pelas ruas principais do município.
"Nosso objetivo é fazer o enterro simbólico da corrupção, para enterrar tudo de errado que está acontecendo no país. Nós queremos mudança, que a corrupção acabe e que o Brasil volte a crescer novamente", disse um dos organizadores do movimento, Giácomo Constanti.
Em Itajubá (MG), cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 8 mil, conforme organizadores, se reuniram por volta de 15h30 no sambódromo da cidade. Após a concentração, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas em torno e depois retornaram para o sambódromo. A manifestação pacífica terminou por volta de 16h45, sem  registro de ocorrências.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Economia Criativa é tema de palestra em Santa Rita do Sapucaí

Evento marca pré-lançamento da terceira edição do festival de criatividade e inovação Cidade Criativa, Cidade Feliz.
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O polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí recebe no dia 17/03, terça-feira, a palestraTecnologia, Música e Cinema: Convergência na Economia Criativa. A apresentação será feita por Fábio Seixas, profissional premiado internacionalmente, com um currículo tão interessante e diversificado quanto a própria economia criativa – que une setores que envolvem criatividade e capital intelectual na construção de valor.
Sócio e fundador do Festival Path, principal evento de economia criativa do país, Seixas também é conselheiro de startups de tecnologia, como a U.sit; sócio da empresa O Panda Criativo, que realiza projetos de inovação e criatividade; além de consultor, escritor, designer e diretor de cinema. É formado em Produção Multimídia e Web Design pelo Art Institute (EUA), tem MBA pela Universidade Federal da Bahia e especialização em planejamento pela Miami Ad School. Como executivo foi gestor da área de convergência da principal agência de publicidade do Brasil, a DM9DDB, e Diretor Executivo da Conspiração Filmes, onde foi responsável pelo núcleo de novas mídias, lançamento do longa Os Penetras e pelo movimento que virou o filme #RioEuTeAmo.
A palestra é o primeiro passo na divulgação do festival Cidade Criativa, Cidade Feliz 2015, que ocorre no segundo semestre. Fruto de um movimento colaborativo que leva o mesmo nome, o Cidade Criativa, Cidade Feliz une iniciativa privada, instituições públicas e voluntários em prol do desenvolvimento da economia criativa e da qualidade de vida em Santa Rita do Sapucaí.
Também estará presente a banda Patronagens Band, que apresentará duas de suas composições ao público presente. O evento acontece no dia 17/03, a partir de 19:30 no Auditório Aureliano Chaves, do Inatel. A entrada é gratuita.
Mais informações em http://tinyurl.com/mlbf7nj

ETE FMC promove ciclo de palestras sobre inovação e tendências

No dia 28 de março, a ETE FMC dará início a um ciclo de palestras sobre inovação e tendências tecnológicas que deve se estender por todo o calendário de 2015. A intenção do ETE TRENDS é conectar os alunos com profissionais que lidam e desenvolvem tecnologias de ponta e gerar um intercâmbio de conhecimento tendo a instituição como ponto de partida.
Para a primeira apresentação, estão confirmados dois palestrantes, que farão uma apresentação denominada “Hackeando tendências – tecnologia desmistificada” e deverão falar sobre as tecnologias ainda desconhecidas para a maior parte das pessoas

Os expositores:

Ralph Peticov

Ralph Peticov começou sua carreira no mundo do cinema publicitário, mas a vocação para hackear tendências o fez recalcular a rota. Criado numa família de artistas plásticos, teve, desde pequeno, contato intenso com o universo das ideias. Na Mandalah, traz seu olhar criativo e disruptivo para a área de pesquisa. “Pensar fora da caixa” e “quebrar regras” são a melhor forma de defini-lo. 
Boo Aguilar 

Com 20 e pouco anos, Boo Aguilar tem formação em Human Computer Interaction (Stanford), Artes gráficas e plásticas (Panamericana), Design de Interfaces e Interação (PUC-SP) e pesquisa em processos semióticos (PUC-SP). Atualmente é responsável por protótipos de soluções tecnológicas inovadoras, e já participou de projetos revolucionários, como o do Oculus Rift, de imersão em realidade virtual.
O evento acontecerá às 10 horas no Auditório Sinhá Moreira (ETE FMC) e estará aberto ao publico, com entrada franca. O target são pessoas que se interessam e pretendem seguir a carreira tecnológica e profissionais que já estão na área.

A ETE FMC

Fundada em 1959, a ETE FMC é uma escola integrante da Cia de Jesus, mais tradicional Rede de Colégios do país. Com uma educação pautada em três dimensões – Formação Integral ou Humana, Tecnologia e Preparo para o Vestibular – a instituição oferece um ensino que abrange todas as necessidades dos alunos para que se tornem pessoas preparadas para encarar a vida, dotadas de valores éticos e alinhadas com as últimas tendências tecnológicas.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Marcella e a nova geração dos Democráticos (Por Regina Marta)

Os anos passaram e as memórias ficam. Lembranças de tempos vividos onde a saudade nunca se apaga. Foi o que vimos no ano de 2015, quando “Vibrem fanfarras da aurora” eclodiu ao ser colocada a faixa do Bloco dos Democráticos, no morro do José da Silva. E alguém me pediu: “Preciso de uma camiseta do Bloco! A minha não me serve mais! Foi meu pai quem me deu!” 
A partir daí, essa menina de nome Marcella Azevedo Moreira começou a trabalhar todas as noites no barracão, sem que ninguém pedisse seus préstimos. Abraçou a causa dizendo que iria substituir a função do pai (Marcelo Azevedo Moreira), pois o que ele mais gostava de fazer era trabalhar para colocar o bloco na rua.

Ela tem o mesmo temperamento do pai... sempre com energia e ânimo, correndo daqui e dali para que tudo saísse a tempo.

Muito nos surpreendeu quando ela chegava da escola, fazia suas tarefas e, ao darmos conta, já estava no barracão colocando os adereços nas alegorias.

Isto é “Família Democráticos”. Desde pequena, corre nela o sangue de uma tradição que perdura e cresce, demonstrando bom gosto em cada fantasia e em cada alegoria.
Marcella desfilou como destaque no carro alegórico do Buda, alegre em saber que tudo a-quilo tinha uma parcela da sua colaboração.

Quando os tempos mudam e as gerações passam, exemplos como o de nossa neta provam que o sonho não acaba, pois “nem mesmo no céu tem estrelas, iguais às do nosso Bloco”
Democráticos, agora e sempre.

Oferecimento:

Sinhá Moreira e sua mais importante obra são citadas na revista Veja

Na véspera do dia em que recordamos a morte de Sinhá Moreira, Cláudio de Moura Castro, Ph.D. em economia pela Vanderbilt University, escreveu uma coluna para a revista Veja intitulada “Comitês não fazem a diferença”, em que fala sobre brasileiros que promoveram revoluções na educação brasileira, contrariando a morosidade dos avanços tecnológicos do país. Leia, a seguir, um trecho de sua coluna: 
“Bem sabem as raposas da política que quando a intenção é deixar como está, a melhor solução é criar um comitê. É inércia garantida.

Quem vira a mesa são indivíduos que arrostam o status quo, trazendo transformações. Lucram aquelas sociedades que sabem criar o caldo de cultura propício ao seu aparecimento. Como não são perfeitos, nem isentos de fraquezas, é preciso tolerar os seus vícios e cacoetes.

Vasculho a minha memória, perguntando: quem, na educação, criou instituições que fizeram a diferença?”

O colunista prossegue com uma lista de brasileiros visionários que permitiram ao país obter avanços na área educacional e cita os fundadores de instituições como a USP, ITA e Unicamp, dentre outras importantes iniciativas voltadas ao setor de pesquisa e tecnologia. Em dado momento, ele lembra o exemplo de Santa Rita do Sapucaí:

“Dona Sinhá Moreira, após uma trajetória cosmopolita, voltou para as suas vaquinhas, em Santa Rita do Sapucaí. Inconformada, criou uma Escola Técnica de Eletrônica. Adiante, aparece um curso superior na mesma área. Ao correr os anos, a cidade se transformou em um notável pólo de telecomunicações, com mais de 150 empresas do ramo.”

Após citar o surgimento da ETE FMC, dentre tantos outros constituídos com muito mais recursos por educadores dos grandes centros, Castro finaliza: “O que tinham em comum essas pessoas? Ousadia, idealismo e inspiração. E, acima de tudo, obstinação. Resta mencionar a coragem de irem buscar o talento onde estivesse, muitas vezes fora do Brasil.”

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quinta-feira, 5 de março de 2015

Bloco do Urso faz um dos melhores carnavais do país e atrai imprensa nacional

 Terça-feira de carnaval. Bloco do Urso, camarote. Lá pelas tantas, um DJ coloca a molecada pra dançar e eu vejo um rapaz perguntar para o homem na mesa de som:
- Quem é o artista?
(Ele responde algo que não entendo)
- Moby dos Estados Unidos?
- Não! Bob da D2!

Diante da confusão do rapaz, nem me surpreendi quando a única atração da cidade foi confundida com um artista internacional. Os caras do Urso têm primado tanto pelo profissionalismo que os fãs já começam a esperar de tudo.

Desde o primeiro dia, a repercussão do Bloco do Urso começou a ecoar pelos quatro cantos do país. Fantástico, Ana Maria Braga, Palmirinha, redes sociais... em tudo que era canto só se ouvia falar da passagem da Cláudia Leitte por Santa Rita de (sic) Sapucaí. Como um Mestre dos Magos louro, a cantora desaparecia na Bahia, reaparecia em Salvador, para ser vista novamente na Marquês de Sapucaí. Pela cidade, as pessoas teorizavam sobre o preço da atração ou sobre como seria feito o transporte da artista.

Quando entramos na Cidade do Urso, integrante da Grande Santa Rita (da qual também fazem parte Pouso Alegre, Nova Cidade e Mata Cachorro) notamos que o local era o mesmo, mas a infraestrutura evoluiu muito desde a última edição. Não que tenha deixado a desejar em 2014, mas parece que os organizadores primaram pelos de-talhes e acertaram em tudo. Talvez o ponto alto do camarote tenha sido a qualidade das refeições e entradas. Apesar do número de seguranças ser maior que o normal, não vimos uma única confusão. Todo mundo demonstrava respeito, com exceção de um ou outro juvenil. Novidade no camarote, havia um espaço com música eletrônica que deu cara nova ao ambiente. Quando começavam os shows, o DJ fazia cara de desapontado, mas mandou bem no repertório.

Após a apresentação dos Inimigos da HP, Cláudia Leitte entrou no palco por volta da meia-noite. Do lado de fora havia uma elevação e uma grande quantidade de pessoas, talvez moradores do bairro, que esticaram o pescoço para ver o show. A loura pintou, bordou, e até cantou, enquanto a molecada ia ao delírio na área VIP.

No segundo dia, São Pedro apareceu na festa e botou todo mundo debaixo das tendas. Era água que não acabava, mas não foi o suficiente para atrapalhar o evento. O primeiro corajoso foi um magrelinho de chapéu que entrou na chuva e ensaiou uma coreografia digna do Jacaré do Tchan. Em seguida, a multidão foi desentocando e a tempestade passou.

Quando o marido da Fernanda Souza adentrou o palco, hits eram alternados com samba de raiz e a multidão se agitou. Pelo que se viu nos dias seguintes, esse retorno aos sucessos do passado surtiu um efeito bem interessante, já que todo mundo canta e participa. Depois do Thiaguinho, Lucas Lúpulo (é isso mesmo?) entrou em cena e fez a chuva voltar ao recinto. Apesar das atrações em alta, quem fez mais sucesso foi um arroz de carreteiro que tirou muito folião da dieta.

A noite do esperado Bloco Fantasia teve início com a chegada de uma leva de figuras exóticas. O que mais se viu foram tentativas de reproduzir os personagens de um livro sobre um sádico que encontra uma masoquista e ignoram Maria da Penha, que virou filme e tem feito muito sucesso nos cinemas. As atrações da noite foram A Zorra e Oba Oba Music Hall.

No último dia do evento, os foliões demoraram um pouco para pegar no tranco, mas a noite esteve animada. O grupo Monobloco aplicou a estratégia de reviver sucessos de outros carnavais e acertou em cheio. Muita gente que estava nos camarotes desceu para o espaço VIP e o que se viu foi uma mistura de abadás. Entre os shows, fotografias dos foliões eram publicadas em grandes telas ao lado do palco, intercaladas por informações sobre segurança e pratos do dia. Lá fora, a movimentação era intensa e foi possível ver aquele carro de bombeiros gigante que só costuma chegar à cidade quando o incêndio já foi controlado.

Para finalizar, Gusttavo Lima botou as meninas pra pular mais do que a pipoca servida à exaustão pela equipe de buffet. Como as cervejas eram Budweiser, Skol e Original, ninguém cometeu a heresia de jogar pro alto, como em outras edições. Em um momento, o cantor emocionou ao receber um folião com necessidades especiais. Quando deixou o palco, terminava mais um carnaval que primou pela excelência dos organizadores que conquistaram, nesses dezesseis anos de história, uma grande admiração dos santa-ritenses e respeito inquestionável dos executivos de entretenimento do país. No fim, uma pergunta ficou no ar: o que esses caras estão armando para o ano que vem? Só Deus sabe.

(Carlos Romero Carneiro)

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Confira o que vem por aí na Edição 86 do Empório de Notícias

Nesta edição:

Bloco do Urso faz um dos melhores carnavais do país e atrai imprensa nacional

João Francisco e a rua da palha (Por Ideal Vieira)

Rosas de Santa Rita (Por Rita Seda)

Santa Rita planeja protesto (Por Carlos Romero)

Marcella e a nova geração dos Democráticos (Por Regina Marta)

Movimentos em prol da criação da freguesia de Santa Rita (Por Neco Torquato Villela)

Quando soube do Capitão Paulo... (Por Danlary Tomazini)

Histórias em um carnaval (Por Ivon Luiz Pinto)

Os apuros de uma Triatleta  (Tainá Desidério)

O reitor, o ministro e o que os unia: Santa Rita  (Por Salatiel Correia)

Empresa incubada desenvolve sistema que reduz consumo de água em plantações

Colégio Tecnológico terá curso Integral

Projeto de estudantes da ETE FMC permite monitorar gasto com água e ainda gerar energia

Leucotron é eleita a melhor fornecedora de telefonia para hotéis pelo 2º ano consecutivo 

Ex-aluno da ETE conclui graduação em Medicina

Aluno da ETE FMC passa em 6 dos 7 vestibulares que prestou

FAI desenvolve Programa Educação Empreendedora em parceria com o Sebrae/MG

FAI realiza IX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica

Promove Engenharia aumenta o número de visitas às escolas em 2015 

3ª IWCA acontece no Inatel

SANTA RITA DEVE PARTICIPAR DE PROTESTOS QUE ACONTECERÃO EM TODO O PAÍS

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Carnaval de ontem (Por Rita Seda)

Há alguns anos, estaríamos vivendo dias animados e alegres na expectativa do carnaval. Havia  ensaios de rua e  segredos  guardados a sete chaves... Dizem, por aí, que neste ano os dois blocos vão desfilar! Que ótimo!  Mas nada será como antes! Ou será? É esperar para conferir! Até as vacas da batucada sumiram! A esta altura já estaríamos cansados de dar moedinhas para esses simples, mas engraçados grupos que, todo domingo, paravam debaixo da janela da gente fazendo a sua coreografia de espantar criancinha. Mas que era divertido, isso era! As roupas coloridas do grupo, a vaca dando chifradas e exibindo uma armação co-berta de chitão, a animação por conta, apenas da percussão (que  tinha até latas e frigideiras), não deixava ninguém em paz. A batucada era o maior barato... Será que ainda existe em algum lugar? Já os mistérios dos dois blocos rivais tomavam conta da cidade. O ponto alto da temporada (senão do ano todo) eram os preparativos. Já dizia a sabedoria popular: “O melhor da festa é esperar por ela!” Eram raras as famílias em que todos torciam pelo mesmo bloco...  E até isso era interessante, dava aquela pitadinha  em forma de rixa, que fingia passar depois do carnaval, para voltar com tudo no ano seguinte. Marido chegava em casa com ar mais feliz, a esposa, que  era do outro bloco, imaginava que ele trazia algum segredo  e tentava a todo custo que ele falasse.Mas a conspiração era séria, ninguém entregava. Chegavam a ficar sem se falar por toda a época de carnaval. A não ser para uma briguinha. Os homens trabalhavam nos carros alegóricos e, de suas mãos habilidosas, saíam maravilhosas esculturas e as estruturas que se moviam com arte, para maior destaque das figuras principais do bloco. Esmeravam nos efeitos da iluminação. As esposas faziam tudo para tirar do marido alguma dica, mas  eles não se traíam nem traíam o bloco do coração. Já as esposas, quanto trabalho para esconder as fantasias ricamente bordadas de pedrarias, paetês e plumas! Não só dos esposos, mas dos familiares que eram do “outro bloco” e que se achavam  no direito de fazer “visitas” bem naquelas horas em que eram confeccionadas as fantasias... Claro que as intenções não eram das melhores! Esconder ou brigar? Às vezes não dava tempo de esconder, o jeito era mentir descaradamente que perdeu a chave! Ninguém nunca mostrou... E havia broncas também!  A gente, que não era da panelinha do costurar, colar, bordar, ensaiar, era só de torcer e aplaudir, vivia na curiosidade. O que será? E ficava imaginando os reinos do Oriente, de onde vinham inspirações. Houve um ano em que os dois blocos tiveram a mesma ideia e usaram o mesmo tema. Foi um “deus nos acuda” e, até hoje, se discute quem ganhou... Pena (ou muita sorte...) que não houvesse disputa com votação. As apresentações eram aquele delírio. Carros artísticos ostentando deslumbrantes destaques e os pares no chão, ricamente vestidos em prata ou ouro. As fantasias eram mesmo deslumbrantes. Usavam e abusavam de plumas lindíssimas.  As cabeças, ricamente ornamentadas, incitavam ainda mais a admiração. Quem era apenas torcedor  ia dos lados cantando, segurando os cordões de iluminação e isolamento. Foi o melhor carnaval do interior, ninguém pode negar. O mais luxuoso, o mais criativo. Um encantamento! As fotos e filmes estão aí para comprovar. E nas noites de folia ainda ressoam “Ride Palhaço” e “Vibrem fanfarras” para aumentar a saudade de quem viu e não esquece jamais. Mesmo que voltem a desfilar não creio que será como antes. Vão ficar faltando as famosas rixas dos casais, as tentativas de descobrir o tema rival, pois a paixão está menos quente e uma verdadeira multidão de saudosos fanáticos já partiu para o andar de cima. Nós, que ainda  aqui  estamos, esperamos ansiosos a apresentação de nossos blocos Ride Palhaço e Democráticos, este, em seu octogésimo ano de fundação. O povo de Santa Rita quer bater festivas palmas, para ambos e cantar “Parabéns a você” ao  Democráticos!  

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Biblioteca Itinerante do Lema

LAR ESPÍRITA MÃOS DE AMOR (1995 – 2015) - 20 ANOS
Empréstimo de livros, leitura para crianças, roda de estudo e teatro de fantoche.
http://larespiritamaosdeamor.blogspot.com.br
Dia 22 de fevereiro de 2015 (Domingo)
Horário: 16:00  hs  às 21:00 hs.
Local: Praça Santa Rita, Centro.