terça-feira, 16 de setembro de 2014

Cursos da FAI recebem "Estrelas 4" do Guia do Estudante

"Estrelas 4", ou  sejam conceitos "Muito bons".  É esta a avaliação dos cursos de Administração, Sistemas de Informação e Pedagogia da FAI realizada pelo Guia do Estudante (GE), da Editora Abril.  A publicação intitulada GE Profissões Vestibular 2015, passa a circular nas bancas a partir de 10 de outubro de 2014.
De acordo com o Guia, a avaliação é uma pesquisa de opinião feita, basicamente, com professores e coordenadores de curso. Eles emitem conceitos que permitem classificar os cursos em bons (três estrelas), muito bons (quatro estrelas) e excelentes (cinco estrelas).
Para participar da avaliação, a Instituição tem que estar apta. São considerados quatro critérios. A faculdade tem de ter titulação de bacharelado (as exceções são Pedagogia e Educação Física), a data de conclusão da primeira turma tem de ser igual ou inferior a 2010, o curso tem de ser presencial e tem de não só ter turma em andamento como processos seletivos para próximas turmas.
A partir das informações fornecidas pelos coordenadores dos cursos, especialistas convidados pelo Guia avaliam os mesmos por meio de pareceres. Cada curso é avaliado por seis pareceristas. Os itens avaliados são corpo docente, produção científica e instalações físicas, entre outros.

A comunidade FAI recebeu a notícia com alegria. "O objetivo da FAI é que cada um dos seus cursos fiquem entre os dez melhores do Brasil pelo ranking do Enade. Este resultado do Guia indica, embora a avaliação seja feita por conceito e não por nota, que todos os cursos da FAI passam a imagem de alto padrão que eles realmente tem", enfatiza o diretor da Instituição, professor José Cláudio Pereira.
 
Apenas o curso de Engenharia de Produção da FAI, criado em 2014, não foi avaliado pelo Guia.

Turismo Rural é excelente opção para a economia santa-ritense

As últimas experiências em Santa Rita me mostraram que podemos explorar, com grande sucesso, o turismo rural. Quem vem não pede muito, apenas a verdade. Comida na varanda, montanhas, animais, talvez água da mina ou um doce de leite. Já está quase pronto, só é preciso mapear. Não é necessário grandes produções ou shows extravagantes. Tudo isso existe nos grandes centros. O que chama a atenção dos visitantes é o que já se tornou invisível pra nós. A carne de porco ou o frango caipira, a cachaça, o tutu de feijão e a saladinha... tudo o que um santa-ritense está habituado a ver, é envolvente aos olhos do turista. O que falta é estampar a história do local pelos pontos mais importantes, criar um mapa ou site com imagens e estar disposto a empoeirar o carro quando eles vierem pra cá. De resto, a natureza se encarrega. Está tudo aqui... rio, montanhas, floresta, estradas, casarões, gente. Esse, sim, é o nosso maior patrimônio.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Um baiano que canta e encanta (Por Danlary Tomazini)

Lourival Cruz Gomes, 66 anos, casado, filhos e netas. Uma daquelas pessoas em que esbarramos por aí e pensamos que é gente como a gente. Engano comum. Os privilegiados que andam em seu táxi, descobrem que uma corrida pode ser sonora e aprazível. Sempre conversando, cantando e encantando, é assim que leva as pessoas a seus destinos.
Toda essa alegria tem motivo. Baiano do Táxi, como é conhecido, deveria mesmo é ser chamado de Baiano da Música. Apesar de nunca ter entrado em um conservatório, ele possui o dom da composição e interpreta suas canções, sempre que possível, com um timbre de voz grave e confortável.  

Comunicativo, Baiano conta como valoriza a Deus e, ao invés de utilizar seu dom para fazer fortuna, preferiu estruturar sua família na simplicidade e fazer da música seu prazer e realização pessoal. Prova disso é seu trabalho voluntário na Rádio Comunitária da cidade com o programa “Todos os Ritmos” que possui assíduos ouvintes, ou o Luau da Seresta de que participa todo mês, sem receber cachê. 

Em 2013, tirou sua carteira profissional de cantor na Ordem dos Músicos do Brasil, cantando quatro canções de sua autoria, deixando a banca examinadora impressionada. Merecido reconhecimento para nosso artista de alma e coração que já gravou dois CDs, o primeiro em 2011 intitulado “Carinhosamente” e o segundo em 2014 “Berço Verde”, ambos produção independente que pagou com suas economias e realizou em um estúdio aqui da nossa cidade.

Nasci e cresci em uma escola de música, fui musicalizada, porém, nenhum dom musical possuo. O que sempre me encantava e fazia feliz era conviver com músicos, musicistas e assistir de camarote todo aquele viver musical que cercava as pessoas que ali estavam. Conhecer o Baiano me trouxe boas recordações. Que prazer dividir nossa cidade com esse talento! 

Em tempos de dores e angústia, a música é o bálsamo da alma. Mas para quem vive a música, suspeito que a vida seja só de alegrias. Que o diga o grande Lourival Bahia.

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Lá pelas bandas do Balaio (Por Cônego Carvalhinho)

Santa Rita do Sapucaí apresenta, na região leste, nas altura das Capituvas, como é chamado o bairro dos Ribeirinhos, uma cadeia de montanhas de altitudes que variam de 850 a 1100 metros, mais ou menos.
De acordo com os nomes das serras, a disposição das mesmas é a seguinte: a noroeste, está a maior elevação, a que deram o nome de Fagundes, talvez pela origem no local da grande família que, no século dezoito, desbravou os sertões da Capituva (Pedralva). Bem no centro da cordilheira,  está a serra do Sobradinho, onde se localiza a célebre fazenda do Capitão Carneiro, mais célebre ainda pela presença dos escravos de pernas finas cujos herdeiros eu tive a honra de conhecer e de privar da amizade, como os Aprígios, os Teodoros e os Alfredos. Ao sul da vasta cordilheira é que se localiza o Balaio: uma serra menor que as demais, de formato arredondado. Os primitivos habitantes daquelas paragens, há muitos anos, lhe deram este nome por ser uma serra que lhes parecia um balaio sem tampa.

O Balaio ou a última elevação da cordilheira dos Fagundes termina ali, à margem direita do Sapucaí, já no sítio da Nova Capituva ou o bairro dos Ribeiros. Os Ribeiros ou Ribeirinhos, assim chamados, constituem uma família à parte dos Ribeiros do Vale lá do Pouso do Campo. Muito embora habitem também no Vale do Sapucaí, não têm o Vale no nome.

Até bem pouco tempo, não se sabia a razão do nome Balaio, dado à bela serra redonda da cordilheira dos Fagundes. Estudando, porém, a etimologia da palavra com as lendas ainda vivas na memória popular, podemos interpretar ou descobrir porque a serra guarda tão esdrúxulo nome.

Certa vez, alguém me contou a seguinte lenda do Balaio:

Ali na baixada, onde havia mais casas do que serra, costumava aparecer, principalmente nas noites brumosas, uma mulher de vestido longo e com um balaio de roupas na cabeça. Espalharam-se em grupos, a fim de cercá-la com três homens à sua frente, três à direita, três à esquerda e outros três atrás. Ao todo eram doze pessoas para uma só assombração, ainda na figura de uma mulher. Uma verdadeira covardia. Pois não é que a tal assombração, vendo-se atacada de todos os lados, reagiu e surrou, um por um, os doze homens que a perseguiam? O mais surpreendente foi que ninguém viu o rosto da mulher do balaio, mas todos apanharam como cães, precisando tomar banho de salmoura, quando voltaram envergonhados para suas casas. Dizem que foi daí que surgiu o este nome: primeiro a Serra da Mulher do Balaio. Depois, o Balaio, apenas. Enfim, a Serra do Balaio, como até hoje é conhecida. 

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

“Cidade Criativa, Cidade Feliz” e a revolução cultural em Santa Rita do Sapucaí

Organizadores do "Cidade Criativa, Cidade Feliz 21014"
A cidade nunca mais será a mesma. Conclusão inevitável para quem esteve em Santa Rita do Sapucaí, no mês de agosto de 2014. Desde a sua fundação, jamais ti-vemos um número tão grande de atrações artísticas e culturais, como no “Cidade Criativa, Cidade Feliz - Festival de Criatividade e Inovação”. O evento, resultado da união entre o poder público, instituições, sindicatos, associações, empresas, artistas e voluntários, atraiu a atenção de diferentes cidades do país para o poder de transformação da comunidade protegida pela “Santa dos Impossíveis”. Nos quase 30 dias de atividades, foram realizados 4 eventos musicais, 12 palestras, 5 peças de teatro, 3 projetos gastronômicos. 4 oficinas educativas, 2 finais de semana com diversidade cultural em praça pública, além de exposições, passeios e intervenções urbanas.
Alunas da Rede Pública Municipal se preparam para apresentação no Feirão Folclórico.
Através da criatividade de nossos artistas, a cidade tornou-se mais bela do que nunca. Nas salas de aula ou nas mesas de bar, ideias para novas atividades começaram a surgir e é possível notar que as pessoas querem repetir a dose o quanto antes.
Palestra com o filósofo Clóvis de Barros Filho.
O evento mostrou a que veio logo que teve início a palestra do filósofo Clóvis de Barros Filho, dono de um carisma e conhecimento invejáveis. Outra palestra muito concorrida aconteceu no dia 13, proferida por Lala Deheinzelin, ocasião em que os presentes também assistiram a um Tributo à MPB, executado pelo Patronagens Band, com direito à canja do professor José Praxedes Maria e dos MC´s do “Projeto Consonância”. Em seguida, todos foram convidados a saborear diversas receitas, no aguardado “Delícias do Café”, em um salão anexo.
Palestra com Lala Deheinzelin.
Professor Praxedes e Patronagens Band em Tributo à MPB.
Projeto Consonância e Patronagens Band no Tributo à MPB.
No dia 16 de agosto, sábado, Santa Rita amanheceu ensolarada, enquanto a praça era fechada para a apresentação do “Vale Music Festival”. Bem cedinho, as tendas eram preparadas, as faixas de trânsito começaram a ser decoradas por alguns de nossos artistas (Arte na Faixa) e as árvores da praça foram adornadas com violões, bandolins e guitarras. Para chamar a atenção das pessoas quanto à história, à criatividade e à música, o Coronel Francisco Moreira recebeu uma guitarra e passou a fazer parte da festa. O festival foi estrategicamente montado em frente à sua casa (local onde também morou Sinhá Moreira) como uma home-nagem a esta importante família. Por volta das 16 horas, a praça foi transformada em uma pista de foxtrot, momento em que crianças olhavam admiradas para aqueles instrumentos esquisitos e os adultos ficavam maravilhados com o talento dos músicos. Enquanto as bandas se apresentavam, algumas tendas eram muito concorridas. Mariângela Janjic, filha do construtor das grutas da Vista Alegre e da pracinha da cadeia, montou uma tenda de tacos mexicanos e chili beans. Enquanto isso, o chopp Libertas, prata da casa, produzia grandes filas e provava que nossa especialidade não é apenas o delicioso pão cheio. Aninha, do Parada Obrigatória, não somente cedeu sua chopperia para uma apresentação do “Vale Music”, na noite anterior, como mostrou, em outra tenda, porque a “Famosa Berinjela da Casa” é o prato mais pedido em seu estabelecimento. Já o chef, Pablo Nogueira, não deu conta de tantos pedidos do seu “cachorro-quente gourmet” e teve que esgotar todas as salsichas da cidade para dar conta do recado. O mesmo aconteceu com uma versão “pocket” da Adega do Patrão que ofereceu deliciosos vinhos e queijos, em outra tenda.
Vale Music Festival levou apresentações de Soul e Jazz à Praça Santa Rita.
On the Street Jazz Band transformou a praça em uma pista de Foxtrot.
No início da semana seguinte, crianças da rede pública municipal começaram a participar de uma curiosa oficina, intitulada “Cinema no Pano”. Pela internet, foi possível acompanhar a incrível experiência vivida pelos alunos da Escola José Ribeiro de Carvalho (Nova Cidade), através de lições que incluíam “stopmotion” (animação com massa de modelar), pintura, edição de imagens, danças e até uma aula de maquiagem para filmes de terror. O resultado foi visto no final de semana seguinte, antes da apresentação da peça “O pequeno príncipe” pelo grupo Taetec, da ETE FMC. Esta peça, vale dizer, não foi a única. Uma semana antes, um espetáculo chamado “Mar&Ana”, escrito pelo santa-ritense Andrew Persi havia sido um sucesso de crítica e de público e uma apresentação do ator João Signorelli (Monólogo de Gandhi), faria um enorme sucesso. Tal atenção à 5ª arte integra um programa mais abrangente, que recebeu o nome de “A criança vai ao teatro”, em que os alunos têm estudado as obras, antes de assistirem às peças.
Artistas locais participaram do "Arte na Faixa".
No final de semana seguinte, crianças das escolas municipais começaram a chegar à Praça Santa Rita com roupas típicas, muito bem feitas, em homenagem ao folclore e tomaram parte do Feirão Folclórico. “Tal atividade teve início nas salas de aula. As crianças aprenderam bastante sobre o folclore, antes de realizarem suas apresentações.” - ressalta Wander Wilson Chaves, espécie de curador do “Cidade Criativa”. No mesmo sábado, tendas foram montadas pelo Inatel e pela ETE. Dentre diversas atividades foi realizada uma bonita homenagem ao cinegrafista, goleiro e colecionador de imagens históricas, Luiz Carlos Lemos Carneiro, em paineis que exibiam fotos antigas e passagens de sua carreira. Esta, aliás, não foi a única referência a ele naquele dia. Pela manhã, a prefeitura também viria a homenageá-lo de maneira muito comovente no palco do Feirão, momento em que entregou uma placa à sua esposa. 
Personalidades de Santa Rita contaram suas histórias no "Projeto Lendas Vivas".
No início da tarde, aconteceu o “Projeto Lendas Vivas” com a presença de personalidades locais que falaram sobre as suas experiências pessoais e contaram causos envolvendo os mais diferentes assuntos. A primeira convidada foi a campeã de triathlon, Tainá Desidério, que relatou como foi o seu processo de recuperação após ter sido atropelada por um caminhão e perder o movimento das pernas. Em seguida, o músico erudito Ricardo Abrahão traçou, de maneira brilhante, a história da música em Santa Rita, com destaque para a pianista Lourdes Brigagão que, segundo contou, executava obras de Villa-Lobos para o próprio maestro. A próxima atração foi Dona Zinita, filha do criador da letra do hino do Bloco dos Democráticos e Milton Marques (presidente do Ride) que falaram sobre a origem das agremiações. O convidado seguinte, professor Justino, contou causos hilários que colecionou em seus quase 50 anos de carreira, inclusive sobre a vinda de um circo de striptease à cidade, na década de 60. O evento também contou com a rica experiência de vida do doutor Luiz Donato que, dentre outros feitos, participou da autópsia do nazista Mengele. Após um show de oratória, o advogado e músico, Caio Nelson Vono, finalizou o evento com uma apresentação de ragtime (estilo considerado o pai do jazz) ao piano.
Elenco e público presente no musical Mamma Mia.
Elenco do musical Mamma Mia.
Mamma Mia: sucesso de crítica e de público, deve percorrer a região com espetáculo criado para o Cidade Criativa.
O ator Antônio Signorelli em seu "Monólogo de Gandhy".
Crianças participam da oficina "Cinema no Pano".
Outra atração muito reverenciada naquele sábado foi uma ofici-na de stencil oferecida pelo artista plástico Diego Das para as crianças. “Hoje foi corrido, cheio de canseira, mas divertido demais! Se dali sair um pequeno interesse ja valeu a pena!” - declarou Diego. Bem ao lado, em torno da estátua do Chico Moreira (já sem a guitarra), uma árvore de gibis fez a alegria da criançada, barracas de artesanato vendiam de tudo um pouco e uma roda de capoeira atraiu bom número de turistas. 
Maquiagem de filmes de terror no "Cinema no Pano".
Criança se diverte enquanto é feita sua caricatura.
A última semana do “Cidade Criativa, Cidade Feliz” ainda teria espaço para diversas palestras, um espetáculo de danças folclóricas, além do Encontro de Corais e de um espetáculo musical, intitulado “Mamma Mia”.
Encontro do fanfarras.
Difícil imaginar o que será de Santa Rita daqui pra frente. Ideias têm surgido a todo momento e não se fala de outra coisa, senão na próxima edição. Que ações inspiradas no “Cidade Criativa, Cidade Feliz” tornem-se corriqueiras e que possamos ser referência não somente em tecnologia (nossa especialidade) como também em cultura e artes. A todos que integraram este grande projeto em torno da transformação cultural do município nossos parabéns e votos de que novas expressões e lideranças surjam para que, nos próximos anos, tal evento possa ganhar ainda mais força.
Feirinha de Artesanato.
Visitantes prestigiam o "Vale Music Festival".
Oferecimento:

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Diário do Comércio: BID investirá mais R$ 6 milhões no Vale da Eletrônica

A 13ª edição da Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel), promovida pelo Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), movimentou a pequena Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, com 40 mil habitantes, ente os dias 3 e 5 de setembro. O chamado Vale da Eletrônica brasileiro se reuniu para expor produtos, fazer lançamentos, receber estudantes e visitantes interessados em tecnologia e em fazer negócios.
Roberto Souza Pinto disse que empresas investiram mais de R$ 100 milhões.
Durante o evento, a especialista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Vanderléia Radaelli, declarou que o BID continuará com o apoio financeiro ao Arranjo Produtivo Local (APL) com investimentos de mais de R$ 6 milhões para os próximos anos. De acordo com Vanderléia, Santa Rita do Sapucaí apresenta o melhor desenho econômico por reunir a Fiemg, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o Sebrae em um só lugar, o que é fundamental para o sucesso do Vale. "Estamos muito felizes com os ótimos resultados apresentados pelas empresas envolvidas que têm como base a inovação", ressalta.

O apoio é referente à segunda fase do Projeto de Apoio à Competitividade das Empresas do Arranjo Produtivo Local, iniciado em 2004, quando o banco também aportou R$ 6 milhões e beneficiou cerca de cem das 153 indústrias da região. "Outro valor do APL é a produção de capital humano com formação qualificada pelas escolas técnicas da região, que em médio prazo é um ativo que tem que ser desenvolvido de forma contínua para manter o nível de inovação", afirma a especialista. Segundo Vanderléia, as indústrias tecnológicas devem buscar a inovação uma vez que a competividade do mercado é a nível global e não apenas local.

Balanço - A Fivel recebeu mais de 12 mil visitantes entre empresários nacionais e internacionais e alunos da região. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza, foram gerados negócios na ordem de R$ 800 milhões, o que representa em torno de 30% do faturamento anual, que no último ano atingiu R$ 2,7 bilhões. De acordo com ele, mais de R$ 100 milhões foram investidos pelas empresas no lançamento de novos produtos e nas linhas de produção.

A Fivel, neste ano, foi instalada no campus da Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETE FMC). Os produtos exibidos estavam voltados especialmente para os setores de eletroeletrônicos; telecomunicações; segurança; eletrônica; informática; radiodifusão; automação industrial, predial e comercial; tecnologia da informação (TI), eletrodomésticos, insumos e prestação de serviço.

O Vale da Eletrônica reúne 153 empresas e emprega cerca de 10 mil pessoas capazes de fabricar atualmente 13,7 mil itens diferentes. Atualmente as empresas do cluster exportam para 41 países, tendo como principais consumidores os mercados europeu e asiático.

O Tempo: Santa Rita do Sapucaí vive boom de inovação tecnológica

Cidade com tradição no plantio de café, Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas – com 38,7 mil habitantes –, também é um “canteiro de fábricas” do setor de tecnologia, como define o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto. É que, a cada 15 dias, as empresas do município têm, em média, 25 itens, entre lançamentos de novos produtos e inovação tecnológica, calcula Pinto.
União. Na abertura da Feira Industrial do Vale da Eletrônica, Vanderleia Rodaelli, do BID; Alexandre Cabral, do Ministério de Desenvolvimento; Edwaldo Almada, da Fiemg; Jeferson Mendes, prefeito; 
Além do boom de inovação, o presidente do Sindvel informa que, a cada dois anos, chegam ao Vale da Eletrônica ao menos 20 empresas originadas das incubadoras. Atualmente, são 153 empresas que empregam cerca de 10 mil pessoas e vão gerar um faturamento de R$ 2,7 bilhões neste ano. “A inovação tecnológica acontece ‘todos os dias’, se ela parar, a empresa morre em três meses”, calcula Pinto.

Entre os 13,7 mil itens produzidos, os que possuem software embarcado são os que sofrem inovação diariamente independentemente da área de atuação da empresa. “A minha empresa (Santa Rita Alarmes) produz rastreadores de veículos, e todos os dias o cliente pede para fazer alguma coisa que o mercado demanda”, diz.

Durante a Feira Industrial do Vale da Eletrônica, que terminou na última sexta-feira, as Forças Armadas também foram buscar inovação em Santa Rita do Sapucaí. O coronel do Exército George da Silva Diverio diz que existe a necessidade de interação das Forças Armadas com a sociedade e, principalmente, com a indústria nacional de defesa. “Precisamos de uma gama gigantesca de artigos diversos, como desenvolvimento de radares, rádios definidos por software, antenas, componentes eletrônicos e circuitos integrados”, enumera alguns deles.

Além de fazer palestra durante o evento, o coronel também fez prospecção de produtos e interessou-se por um sistema de comunicação de controle que dá a parte situacional do combatente e transmissão de dados. Sem citar nomes de empresas, o coronel do Exército também encontrou um rádio construído somente com software. “Pouquíssimos países no mundo têm um rádio que é definido por software”, explica.

Também na feira, a especialista sênior em ciência e tecnologia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Vanderleia Radaelli, conta que a instituição já investiu R$ 6 milhões nos últimos quatro anos no Vale da Eletrônica e vai investir mais. “Estamos muito felizes do quanto as empresas estão envolvidas com a atividade de inovação”, conclui.

Vale da Eletrônica existe graças a uma mulher

A história de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, com a tecnologia começou em 1959, quando foi criada a primeira Escola Técnica em Eletrônica (ETE) da América Latina. E a idealizadora foi Sinhá Moreira. “Ela foi uma visionária e, graças a ela, nós transformamos o Arranjo Produtivo Local de café e leite num polo de tecnologia”, conta o deputado federal Bilac Pinto (PR-MG).

O parlamentar, que é sobrinho-neto de Sinhá Moreira, explica que ela se casou com um primo, que tinha carreira diplomática, e eles foram para o Japão depois da Segunda Guerra Mundial. “O casamento não deu certo, e ela voltou para Santa Rita do Sapucaí muito humilhada, sendo filha de um homem rico da cidade, um coronel”, diz.

Então, Sinhá Moreira, de acordo com Bilac, passava o tempo fazendo ações sociais que ajudavam a população de Santa Rita do Sapucaí. “Ela construiu casas, criou a escola de eletroeletrônica. Fez tudo com recursos dela”.

Antes de morrer, Sinhá Moreira abriu uma fundação e entregou a escola para os jesuítas administrarem. Depois, veio o Instituto Nacional de Telecomunicações.

sábado, 6 de setembro de 2014

Diário do Comércio: Faltam leitos em Santa Rita do Sapucaí

Os 12 mil visitantes que passaram pela 13ª edição da Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel), promovida pelo Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, tiveram que buscar opções de alojamento fora da cidade.

Apesar de ter um constante fluxo de turistas de negócios, a rede hoteleira da cidade ainda é insuficiente, não chegando a oferecer 300 leitos. Os visitantes se valem da rede dos municípios próximos, especialmente Pouso Alegre. 

Devagar, entretanto, a situação começa a ser olhada com outros olhos tanto pelo poder público como pela iniciativa privada. Em 2010, foi criado o Conselho Municipal de Turismo (Contur), que orienta a Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo nas ações de incentivo ao setor.

De acordo com o secretário, José Norberto Dias, além do viés de negócios, o turismo de aventura e religioso merecem atenção em Santa Rita. "Nossa maior força está no turismo empresarial, mas ainda não somos capazes de receber todos em grandes eventos como a Fivel (13ª edição da Feira Industrial do Vale da Eletrônica - Fivel, que aconteceu entre 3 e 5 de setembro). Temos nos qualificado e a oferta de leitos e de todos os serviços que compõem a cadeia do turismo tem crescido. Estamos muito próximos a Pouso Alegre e isso, por vezes, atrapalha o nosso desenvolvimento porque os vizinhos já têm uma tradição de receber esses turistas", explica Dias.

A Serra de Bela Vista atrai aventureiros que gostam de natureza, caminhadas e saltar de parapente, especialmente nos fins de semana. Já o Santuário de Santa Rita de Cássia é ponto de peregrinação, atraindo durante a festa que acontece em maio cerca de 20 mil pessoas.

Bem mais mundano, o Carnaval também tem se tornado uma das festas mais importantes do calendário, atraindo turistas de todo o Brasil. O Bloco do Urso, entidade particular, chega a colocar até 12 mil pessoas em seu espaço próprio nos três dias de folia. A promessa para 2015 é a presença da cantora baiana, Cláudia Leite. O Carnaval popular também lota as ruas de pessoas, com desfiles de blocos e escolas de samba.

Integração - Santa Rita do Sapucaí faz parte do Circuito Turístico Caminhos Sul de Minas, junto com Conceição das Pedras, Cristina, Delfim Moreira, Itajubá, Maria da Fé, Marmelópolis, Pedralva, Piranguçu, São José do Alegre e Wenceslau Braz. "Integramos a política estadual do turismo por meio do Circuito. Essa nossa associação é muito atuante e estamos buscando benefícios para a região", garante o secretário.

Visão otimista também tem a diretora da agência receptiva Culturale, Patrícia Faustino. "Temos três segmentos: negócios, aventura-lazer e religioso. Existe um grande potencial, e temos pessoas qualificadas. Agora faltam investimentos em equipamentos. Os próprios habitantes se esforçam para ajudar, saem das suas casas e alugam quando o fluxo de visitanes é muito forte. Acredito que investir na cadeia do turismo em Santa Rita do Sapucaí é um bom negócio", afirma Patrícia Faustino.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Palestra imperdível em Santa Rita do Sapucaí

Estado de Minas: Indústrias de eletrônicos investem R$ 100 milhões em MG


Na contramão da crise financeira que assola grande parte dos mercados do Brasil e do mundo, as empresas que compõem o Vale da Eletrônica, localizado em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, apostam em aumento de plantas, lançamentos de produtos e novas fábricas. Para isso, estão investindo cerca de R$ 100 milhões este ano, segundo o sindicato do setor.

Entre as empresas em expansão está a Sense Sensors & Instuments, que desenvolveu os primeiros chips inteiramente brasileiros. Por meio de recursos do Funtec (Fundo Tecnológico) do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e em parceria com o Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), o novo dispositivo visa um melhor custo- benefício para a automação de máquinas e equipamentos.

Outra companhia que aposta em novidades é a Polsec, que investiu R$ 2 milhões em uma nova fábrica em Santa Rita do Sapucaí e está apostando em lançamentos. Destaque para o Observador POL-707, um equipamento que permite filmar, gravar e transmitir vídeo e o posicionamento geográfico da pessoa em tempo real.

Ele é direcionado para Segurança Pública e Forças Armadas e é apontado como solução para o monitoramento de ações dos militares. De acordo com o diretor da empresa, Eudes Bispo, a expectativa é que o novo produto atinja um faturamento de cerca de R$ 15 milhões já no primeiro ano.

Negócios

Tanto o chip quando o aparelho de monitoramento estarão sendo lançados durante a Fivel (Feira Industrial do Vale da Eletrônica), que começou nesta quarta-feira, 3, e termina na sexta, 5. O evento é promovido pelo Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica.

Segundo o presidente da entidade, Roberto de Souza Pinto, a feira deve gerar R$ 800 milhões em negócios, o que corresponde a cerca de 30% do faturamento anual das empresas da região. O Vale da Eletrônica tem 153 indústrias, emprega 10 mil pessoas, exporta para 41 países e é considerado o berço da tecnologia de ponta no Brasil, chegando a ser comparado com o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

G1: Construção civil é destaque de feira industrial em Santa Rita do Sapucaí

A Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel) começa nesta quarta-feira (3) em Santa Rita do Sapucaí (MG) com apresentação de projetos focados no uso de tecnologia na construção civil. Organizada pelo Sindicado das Indústrias do Vale da Eletrônica (Sindvel) e pela Associação Industrial da cidade, a Fivel está em sua 13ª edição e vai até o dia 5 de setembro na Escola Técnica de Eletrônica (ETE).
Clique aqui para assistir à reportagem.
O empresário Caio Paduan é um dos expositores deste ano. Ele apresenta em seu stand equipamentos para instalação elétrica e tomadas econômicas. "No final da obra, existe uma redução de 15% a 20% no consumo de energia em relação ao sistema convencional. Traz praticidade e rapidez na instalação. O fio já vem conectado", explica Paduan.
O objetivo da feira neste ano é justamente promover uma mesa de negociações entre empresários, com enfoque especial em produtos que simplifiquem as obras da construção civil. As palestras realizadas durante o evento refletem essa que é considerada pelos organizadores uma tendência de mercado.
A Fivel é realizada a cada dois anos. A expectativa nestes três dias de evento é movimentar em torno de R$ 800 milhões em negócios, o que representa, de acordo com o Sindvel, quase 30% do faturamento anual de R$ 2,7 bilhões. Ainda de acordo com o Sindvel, 70 empresas participam da feira. Cerca de 12 mil pessoas devem passar pelos stands da ETE, que ficam abertos aos público todos os dias das 14h às 22h.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Feira no Sul de Minas tem plano para tirar gringos de cena


Os fabricantes de eletroeletrônicos do polo de Santa Rita do Sapucaí, o chamado Vale da Eletrônica, no Sul de Minas Gerais, se preparam para receber, a partir de amanhã, 800 compradores de matérias-primas e componentes do Brasil, México, Chile, Peru, Colômbia, Uruguai, Argentina e Equador. A estratégia nas agendas de encontros é garantir encomendas para os próximos 12 a 18 meses, ofensiva vital das empresas num momento de retração da indústria brasileira de transformação e de perspectiva de baixo crescimento econômico. O principal apelo será a capacidade técnica das fábricas para substituir as importações no setor, informa o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto Souza Pinto.
Fivel acontecerá no campus da ETE FMC
“Vamos bater no espaço que os produtos eletroeletrônicos podem tirar dos importados”, afirma o industrial, com o respaldo dos números que mostram o crescimento das exportações do polo mineiro. Nos últimos oito anos, a receita das vendas externas aumentou quase cinco vezes, ao sair de US$ 6,510 milhões em 2006 para US$ 32 milhões no ano passado. O número de empresas exportadoras evoluiu de seis para 53.

Segundo Roberto Pinto, além da qualidade dos produtos – quase todas as empresas têm o certificado ISO 9000 e todos os itens que saem das linhas de produção têm de ser homologados por órgãos reguladores – a eficiência alcançada em custos deu maior competitividade ao Vale da Eletrônica. 

Aparelhos para radiodifusão, particularmente transmissores de TV digital, que têm alto conteúdo tecnológico e não são volumosos, têm tido a melhor performance na briga com os artigos importados. Soluções em eletrônicos voltados para a segurança também se destacam nas linhas de produção de 38 das 153 empresas do polo de Santa Rita do Sapucaí. 

Os eletroeletrônicos tendem a ganhar espaço no mercado externo, na avaliação de Alexandre Brito, consultor de negócios internacionais da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Ele aponta algumas particularidades do Vale da Eletrônica como fatores-chaves do trabalho de busca de clientes no exterior, como a capacidade de desenvolver produtos feitos sob encomenda, o compartilhamento dinâmico das empresas de informações que não tratam de segredos industriais, facilidade logística operacional e capacidade técnica da mão de obra local. 

Termômetro De acordo com o presidente do Sindvel, Roberto Pinto, os encontros de negócios com os compradores de matérias-primas e componentes em setembro vão funcionar como um termômetro da demanda do setor para 2015. A programação que está sendo preparada inclui visitas dos compradores às fábricas do polo, como parte da 13ª Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel) 2014, que ocorre de 3 a 5 de setembro. 

Durante o evento, as 153 empresas vão expor cerca de 13 mil produtos destinados às áreas de eletroeletrônica, construção civil, radiodifusão e defesa. Cerca de 70% do faturamento do polo industrial, estimado em R$ 2,7 bilhões neste ano, é apurado a partir de contratos que começam a ser negociados na Fivel.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Local do Lendas Vivas 2014 - 23 de agosto de 2014

LOCAL DO LENDAS VIVAS 2014:
O EVENTO LENDAS VIVAS ACONTECERÁ EM UMA TENDA MONTADA NAS PROXIMIDADES DA ALAMEDA DAS FLORES, MAIS PRECISAMENTE EM FRENTE AO ANTIGO "LOJÃO DAS FÁBRICAS", LOGO ABAIXO DA FEIRINHA DE ARTESANATO QUE ESTARÁ NO LOCAL NO MESMO DIA.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Um hermano entre nós (Por Danlary Tomazini)

Nas cidades onde os jogos da Copa aconteceram, ter a presença de estrangeiros foi uma sensação tão grandiosa quanto o Mundial. Os forasteiros foram motivo de atenção dos brasileiros que se empolgaram com a diversidade cultural concentrada no mesmo lugar.
Enquanto isso acontecia, nossa Santa Rita permaneceu quase silenciosa, sem mostrar tanta empolgação pelo evento polêmico que marcou a história do Brasil. Mas, quer saber? Somos privilegiados. Não precisamos de nenhuma festa em grande escala para atrair diferentes povos. Temos nossos próprios gringos. 

Alguns apenas passam, outros resolvem ficar e fazer da nossa cidade seu lar definitivo. São chilenos, angolanos, australianos, britânicos, argentinos. Sim! Temos um argentino entre nós. Há quem diga que o fiasco da seleção na Copa é culpa dele e da sua torcida por nosso país.

Ariel Galarza, 32, encara as piadas e brincadeiras com sorrisos e gentileza. Ele, a esposa Gláucia – brasileira – e o filho, vivem há cinco anos em Santa Rita. Escolheram aqui para morar devido ao interesse por eletrônica e a admiração pelo trabalho social desempenhado pelos Jesuítas. Mas cursar a ETE foi um desafio. Sem entender nada de português, Gláucia se matriculou e o ajudou a acompanhar os estudos. “Os seis primeiros meses foram os mais difíceis. Tinha dores de cabeça e vontade de largar tudo, pois não entendia nada que o professor e os alunos falavam.”, conta ele.

Ariel se considera 50% brasileiro e não imagina voltar a alguns hábitos de sua cultura. Adora a variedade da comida mineira e não dispensa acrescentar frutas às refeições principais, coisa que não acontece em Formosa, sua terra natal, onde predomina uma dieta à base de sopas e cada alimento tem uma ordem para ser consumido.

Pois é, Ariel. Foi enriquecedor saber um pouco mais sobre sua cultura e história. É um prazer ter pessoas como você e sua família vivendo em nossa querida cidade. Mas, diferente de você, em termos de futebol continuarei olhando torto para a seleção de seu país, ok? 

"Cidade Criativa, Cidade Feliz" tem quarta-feira eclética e cheia de surpresas

A noite de quarta-feira (14/08) do evento "Cidade Criativa, Cidade Feliz" foi bem diversificada. O evento, acontecido no Teatro Inatel, começou com a palestra da consultora da ONU, Lala Deheinzelin (Control C + Control V), que apresentou diversos exemplos de cidades criativas pelo mundo, novas maneiras de resolver demandas antigas e mostrou que é preciso ver as coisas sob 4 dimensões (ambiental, financeiro, simbólico-cultural e sócio-político). Em sua apresentação, a expositora que já foi de tudo (inclusive atriz de Ana Raio e Zé Trovão), parabenizou os organizadores pela iniciativa e trouxe ideias que poderão torná-lo ainda mais bem sucedido nos próximos anos.
Organizadores e apoiadores do "Cidade Criativa, Cidade Feliz" posam para foto oficial.
Antes e depois da palestra, a noite contou com um "Tributo à MPB", apresentado por Juliano Ganso, Tiago Abranches e Tiago Silvério. Além de trazer um repertório diversificado e fora do eixo "Ana Carolina-Djavan", o grupo ainda contou com a participação do pandeirista e professor nas horas vagas, José Maria Praxedes, que deu um show de musicalidade e animação. O ponto alto foi a canja da dupla de Diegos Mc´s (DAS e DGO) que interpretou "Maracatu Atômico" e fez um improviso incrível, com a banda ao fundo. A união de vertentes musicais casou tão bem que deu vontade de assistir um show inteiro com a junção do Consonância com o Patronagens Band. Um projeto para o futuro?
Lala Deheinzelin apresentou palestra sobre "Cidades Criativas".
Como se não bastasse atrações tão bacanas, ainda tivemos a oportunidade de ouvir o mentor do "Cidade Criativa", Wander Wilson Chaves, recitar um poema antes da música "Balada do Louco" e fomos convidados para uma degustação, após as apresentações.
Mestre Praxedes dá canja com o "Patronagens Band".
Fiquei surpreso quando soube que o "Delícias do Café" seria oferecido às cerca de 600 pessoas presentes no teatro. Com uma diversidade de produtos e receitas que tinham o café como protagonista, experimentamos licores, doces, queijos e biscoitos. Estava tudo ótimo e muito bem feito. Os organizadores estão de parabéns e o público foi um espetáculo à parte (com exceção de uma tiazona que abriu a mochila e despejou quase todo o alfajor sem pensar em quem viria depois). Como diria o amigo Armando Lemes: "Nota 10 ao evento".
(Carlos Romero Carneiro)
Oferecimento:

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O Vale do Silício, o Vale da Eletrônica e o empreendorismo (Por Salatiel Correia)

Anotem aí: se fosse possível contabilizar a riqueza gerada pelas 18 mil empresas fundadas pelos alunos e ex-alunos da Universidade norte-americana de Stanford, esta formaria a décima nação do mundo com Produto Interno Bruto de 1,27 trilhão de dólares. É o que nos diz a Associação da História de uma importante região dos Estados Unidos.
Quem proporciona essa excepcional geração de riqueza na economia mais dinâmica e inovadora do mundo é o Vale do Silício. Este se constitui na face mais visível do sucesso de articulação entre governos e iniciativa privada, fomentando, dia a dia, ano a ano, durante décadas, o espírito que faz da sociedade dos Estados Unidos o que ela hoje é: empreendedora. Não tenham dúvidas de que, por trás de grandes ideias, existem grandes personalidades que transformam sonhos em realidade.

Intenciono, neste artigo, enfatizar a figura daquele que é considerado o fundador do Vale do Silício e que tanto fomentou o empreendedorismo na região. Refiro-me ao professor Fred Terman. Falemos um pouco desse grande homem.

Nativo da cidade de Palo Alto (onde fica Stanford), Fred Terman se graduou em química. Cursou mestrado em Stanford e doutorado em engenharia no prestigiadíssimo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Após o término do doutoramento, Ferman se tornou aquilo que seu pai já tinha sido: um renomado professor de Stanford.

Nessa condição, ele se transformou no grande líder na universidade, sempre a incentivar o empreendedorismo entre seus alunos. Entre estes se destacaram dois homens de gênio  e que se tornariam empreendedores de reconhecido sucesso por meio da empresa que viriam a fundar: David Packard e Bill Hewlett, personalidades que fizeram da companhia que funda-ram, a HP, uma empresa de respeito mundial.

A liderança de Fred Terman não ficou só no incentivo. Sob sua notável influência, a universidade concedeu terras sob a forma de leasing para que empresas de alta tecnologia se instalassem nas suas cercanias. Nascia, assim, o Parque Industrial de Stanford. 

O ambiente da época, imerso na Segunda Guerra Mundial e na posterior Guerra Fria, contribuiu para o notável desenvolvimento das indústrias da região. Transistores e circuitos integrados para a corrida aeroespacial norte-americana saíram da região do Vale do Silício.

Apple, Google, Facebook, HP e Intel são símbolos visíveis da globalização que se concentra nessa região, onde o futuro é cotidianamente pensado. No Vale do Silício, pulsa cada vez mais intensamente o espírito da grande liderança que foi o professor Fred Terman. Este, sem dúvida, foi um grande homem de merecido respeito.

Do Vale do Silício, na Califórnia, para o Vale da Eletrônica, no sul de Minas Gerais, as diferenças em termos de dimensão são consideráveis. O que não é diferente é o espírito de grandes personalidades que tiveram a visão de que o futuro se constrói com empreendedorismo e inovação.

Nesse sentido, o Vale da Eletrônica e o seu coirmão mais rico se confundem. Fred Terman, Sinhá Moreira, o professor José Nogueira Leite e o ex-prefeito Paulo Frederico de Toledo são as duas faces de uma mesma moeda. Do mesmo espírito. Optaram, cada um ao seu tempo, pela renúncia a si mesmos, a fim de pensar no bem de toda uma sociedade, em torno da construção do futuro.

(Salatiel Correia é Engenheiro, Bacharel em Administração de Empresas, Mestre em Planejamento Energético. É autor, entre outras obras, do livro Tarifas e a Demanda de Energia Elétrica)

Oferecimento:

sábado, 9 de agosto de 2014

Cidade Criativa vive momento mágico com palestra de Clóvis de Barros Filho

Na noite de 8 de agosto, cerca de 800 pessoas estiveram no Teatro Inatel para uma das palestras mais aguardadas do Festival de Criatividade e Inovação, "Cidade Criativa, Cidade Feliz" que acontece durante todo o mês. O expositor seria o filósofo e professor da USP, Clóvis de Barros Filho que, até então, eu nunca tinha ouvido falar. Confesso que achei meio estranho quando algumas pessoas pediram para tirar fotos com ele, enquanto a palestra não começava. "Quem diabos é esse homem?" Imaginei que o evento promovido pelo Sebrae teria que ser muito bom para atrair tanta gente, e foi. Muito mais do que eu imaginava.
O palestrante parecia uma metralhadora ao destrinchar o tema da noite, "A vida que merece ser vivida". Com bom humor, muita propriedade e uma oratória impecável, Clóvis dividiu a felicidade em 3 pensadores: Platão, Aristóteles e Jesus de Nazaré.

Segundo Platão, a busca humana está no desejo. Em perseguir o que não tem. Uma vez conquistado o que se quer, o desejo perderia o valor e daria lugar a outro. Já para Aristóteles,  seu discípulo, felicidade seria a valorização do que se tem. E para Jesus, a plenitude estaria em fazer o outro feliz. Em nos colocarmos no lugar de quem amamos. Juntas, essas três visões dariam sentido às nossas vidas. Bacana, não? Para completar, definiu que - sendo impossível amar a todos - a ética entraria em cena para que pudéssemos respeitar uns aos outros e vivermos em harmonia na comunidade.

Quando falou em ética, o expositor chamou a atenção para o péssimo hábito de querermos sempre levar vantagem em tudo. Do velho truque de buscarmos benefícios sem nos importarmos com o outro. E citou pequenos exemplos como "respeitar o sinal", "recolher o lixo" ou "sermos corteses" para garantir uma boa convivência.
Enquanto ele tocava nesses assuntos eu pensava: "Que bom que 800 pessoas de nossa comunidade foram tocadas por essas palavras. Tal transformação pode não ser tão abrangente quanto deveria, mas, com pequenos exemplos, transformamos a cidade toda. Esse é o objetivo do Cidade Criativa."

Quando deixei o auditório, maravilhado com o que tinha ouvido, segui com o carro por um estreito corredor para deixar o Inatel e, em dado momento, esperei para que um outro carro que estava estacionado pudesse sair. Eis que o motorista que estava atrás de mim, usa o espaço deixado pelo veículo que partiu para me ultrapassar. "O jeitinho." O carro com placa de Conceição dos Ouros, avançou poucos metros, mas havia aplicado justamente o contrário do que disse o pensador. "Pelo jeito, a palestra não sensibilizou esse sujeito." - pensei. Antes de deixar o local, bem à minha frente, o homem deu uma última tragada no cigarro, atirou-o aceso pela janela e sumiu. Entrou por um portão e saiu por outro. Que tenha sido a única "exceção" a pagar 25 Reais pelo espetáculo. Pelo menos, mesmo sem querer, ajudou o nosso hospital, que anda mau das pernas. :) 

(Por Carlos Romero Carneiro)

Oferecimento:

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ele girou o mundo e viu o mundo girar para conhecer os melhores vinhos

No dia 18 de julho, fui convidado pelo Marquinhos e pela Thaisa, proprietários da “Adega do Patrão”, para participar de um curso de vinhos, ministrado na área recreativa da Leucotron. Ao chegar ao estacionamento da empresa, me deparei com um motorhome (espécie de casa sobre rodas) e soube que aquele veículo havia rodado o mundo todo com uma família (Barros), de Varginha, antes de chegar a Santa Rita.
Durante 2 anos e 3 meses, Horácio e seus filhos conheceram 34 países e colecionaram histórias incríveis, tendo sempre a vinicultura como pano de fundo. Enquanto a terra dava duas voltas e meia, o motorhome percorreu 90 mil quilômetros para levá-los a 162 vinícolas, onde conheceram 2951 diferentes tipos de vinhos.

Quando o evento teve início, o palestrante anunciou que aquele seria um curso básico. Além de contar um pouco sobre as suas aventuras, falaria sobre o processo de fabricação dos vinhos, descreveria as características das várias espécies de uva e ensinaria os participantes a identificarem os melhores produtos.

Entre uma degustação e outra, Horácio descreveu o início da viagem. Antes de ganhar o mundo, sua família conheceu as regiões de Santa Catarina e Vale dos Vinhedos (RS) para comprovar que, no Brasil, também são produzidos grandes vinhos. Em seguida, passou pelas regiões de Mendoza e Patagônia (Argentina) e subiu ao sul do Chile, até Casablanca. Em Valparaíso, o motorhome foi colocado em um navio com destino a Houston (EUA) e, de lá, atravessou o deserto em direção à Califórnia, onde se localizam as famosas vinícolas de Napa Valley. 

Ao apontar o Canadá em um mapa, o palestrante disse que degustou os ice-wines e que atravessou o país de oeste a leste para conhecer as vinícolas da península do Niágara. Quando retornou aos EUA, o motorhome embarcou em um navio com destino a Hamburgo (Alemanha) onde conheceria as vinícolas mais tradicionais do planeta.

As lições eram dadas entre um gole e outro e Horácio surpreendia ao desvendar etapas no processo de elaboração dos vinhos que a maioria desconhecia: “No processo de clarificação, são jogadas seis claras de ovos para aglutinar as partículas que sobram no barril.” E arrematou com uma brincadeira: “Monte um galinheiro perto de uma vinícola que você fica rico.”

A certa altura, os participantes começaram a aprender sobre as propriedades dos vinhos franceses, provenientes de Borgonha, Rhône e Bordeaux. Horácio prosseguiu com uma descrição dos exemplares de Rioja e Ribera del Duero (Espanha) e contou detalhes sobre as uvas portuguesas que muitos não sabiam. “Periquita é o nome da uva! Pode ser nome de outra coisa também!” – brincou. 

Após avaliar os vinhos do Alentejo e de Jerez, o palestrante deu início às degustações. Em duas noites os alunos degustaram 10 vinhos, todos fornecidos e encontrados na  “Adega do Patrão”.

O slide seguinte colocou a Itália em evidência. Entusiasmado, o pa-lestrante falou sobre os “super toscanos” e descreveu a sensação de co-nhecer os exóticos vinhos da Suíça, Áustria, Eslovênia e Eslováquia. Quando citou os vinhos da Hungria, lembrei uma gafe que cometi em visita a um amigo. Levei vinho Húngaro sem saber que era mais enjoativo que um quadro do Romero Brito.

As degustações continuavam e os alunos tornavam-se mais participativos. Aos poucos, os consistentes conteúdos eram entrelaçados com troca de experiências e considerações dos participantes. Antes de concluir, Horácio pediu atenção aos exemplares elaborados na África do Sul, contou sobre uma passagem desastrosa pelo Marrocos (ocasião em que assistiram ao vexame do Galo na final de interclubes) e contou sobre as experiências na Nova Zelândia e Austrália. 

No final, fomos convidados a co-nhecer o interior do motorhome e soubemos que Horácio estará presente no “Vale Music”, durante o evento “Cidade Criativa”. Para aqueles que quiserem realizar cursos rápidos ou conhecer o enólogo mais rodado que pernil de Festa de Santa Rita devem comparecer à praça da Matriz no dia 16 de agosto (sábado), ocasião em que o palestrante irá “bater um papo”,  com os visitantes e receber inscrições para o próximo curso de vinhos que será realizado em Santa Rita, nos dias 18 e 19 de agosto. Ao lado do motorhome, no estande da “Adega do Patrão”, os santa-ritenses poderão degustar alguns de seus vinhos”.

(Carlos Romero Carneiro)