Floydianos ressuscitam o Rock and Roll

Dentre tudo o que vi e ouvi no evento Floydianos, acontecido no dia 9 de junho, o que mais me chamou a atenção foi que conhecia cada uma das quinhentas pessoas que lá estavam. Aquilo me lembrou muito dos tempos em que a Festa de Santa Rita atraía a população em frente à igreja e era possível conversar com pessoas com quem não encontrava há séculos. A diferença entre esta festa que reuniu diferentes gerações e a quermesse da Santa dos Impossíveis é que o Floydianos reverencia um estilo musical um tanto quanto sumido nos dias atuais: o rock and roll. Aquela turma doida que enchia ruas, bares e casas noturnas de tempos atrás, deu lugar a famílias numerosas, amigos de uma vida toda e pessoas que, embora entocadas, não perderam a mão quando o assunto é gandaia.

Em um palco montado em frente a um lago com vista exuberante, lindamente emoldurado pela Serra do Paredão, bandas deram o tom do que seria a noite. Em torno do gramado, barracas, trailers e uma enorme fogueira eram preenchidos por tribos de todos os naipes, vestidas com camisetas pretas, distribuídas pela organização do espetáculo.

A tarde teve início com uma banda chamada Laranja Mecânica que desatou clássicos do Rock enquanto a galera chegava de uma só vez. Veio, em seguida, uma banda cover do Supertramp que abriria para o grupo mais reverenciado daquela noite.

Quem olhasse em volta, na boca da noite, veria tudo que é gente que gosta de se divertir, espalhada pelo bacaníssimo Hotel Fazenda Pinhal. O clima bom daquele evento deu liberdade às pessoas de se soltarem e elas não perderam a chance.
Cabra que eu nunca vi dançando se soltou ao som de clássicos do Dark Side of the Moon e Echoes.

Meu desejo, vendo tudo o que se passava, era de que a festa não perdesse o clima de confraternização nos anos seguintes. Talvez isso aconteça, caso cresça demais… talvez continue como está. O fato é que o Floydianos tornou-se um evento muito bacana e alcançaria o porte que quisesse, caso seus organizadores decidissem fazer dele uma festividade para cinco ou dez mil pessoas.

Vi, em uma festa de porte considerável, vinhos serem servidos em taças que voltavam intactas. Também vi uma hormonia que jamais encontrei em festas similares. Eu observei avós mostrando aos netos o quanto suas gerações eram provocadoras e extravagantes. Testemunhei a boemia deixar a sala com cerveja gelada para espantar o frio e um povo animado que só vendo. “The time has gone, the song is over. Thought I’d something more to say.” (Por Carlos Romero Carneiro)

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